Um estudo feito em Israel mostrou que a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Pfizer e Biontech foi capaz de reduzir a transmissão do novo coronavírus.
Dados preliminares da pesquisa mostraram que o imunizante obteve 89,4% de eficácia na prevenção de infecções confirmadas por laboratório no país.
Programa de vacinação de Israel teve início em 20 de dezembro e se tornou um dos mais bem sucedidas do mundo – Foto: Galtiery Rodrigues/Metrópoles/NDEsses são os primeiros dados sobre a eficácia de um imunizante no mundo real, fora dos testes clínicos. Eles indicam que a vacinação poderá levar à aguardada imunidade coletiva, apontada por especialistas como o ponto decisivo para conter a pandemia.
SeguirO estudo israelense, realizado entre 17 de janeiro e 6 de fevereiro, é fruto de uma parceria entre as duas empresas farmacêuticas e o Ministério da Saúde local. Os dados preliminares foram publicados em uma rede social neste domingo (21) e ainda precisam ser revisados por outros cientistas.
O programa de vacinação de Israel teve início em 20 de dezembro e logo se tornou uma das mais bem sucedidas do mundo. O país se destaca como o com maior distribuição de vacinas per capta (por 100 habitantes).
Até o domingo (21), 50,5% da população havia recebido ao menos uma dose da vacina da Pfizer, a única autorizada em Israel.
No sábado (20), autoridades israelenses afirmaram que a vacina foi 99% eficaz na prevenção de mortes pelo vírus. Dias antes, a revista científica The Lancet publicou um outro estudo feito em Israel com evidências de que o imunizante é 85% eficaz contra a infecção do novo coronavírus após a primeira dose.