Vacina italiana contra Covid-19 entra no radar de Santa Catarina

Deputado de SC se reúne com embaixador italiano para tratar da compra do imunizante contra Covid-19; segundo parlamentar, "Estado precisa de plano A, B e C"

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Redação ND Florianópolis

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O deputado Ismael dos Santos (PSD) tem se reunido com a embaixada da Itália para tratar da compra da vacina italiana contra a Covid-19. O tema ganhou destaque na sessão de terça-feira (15) da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina).

ilustrar a compra de vacinas contra a Covid-19Três vacinas estão no radar do Estado, dentre elas, as tratativas em torno da CoronaVac, que estão no nível mais avançado – Foto: Arquivo/Freepik/Divulgação/ND

Pelos menos outras duas vacinas estão no radar de Santa Catarina. A Fecam (Federação Catarinense dos Municípios) fechou parceria para aquisição da vacina CoronaVac com o Instituto Butantan. E tenta agora garantir parceria para trazer a vacina russa Sputnik V.

Para o deputado, Santa Catarina precisa “ter um plano A, um plano B, um plano C”, se referindo a necessidade de firmar parcerias com diferentes laboratórios. “Não sabemos o que vem pela frente” afirmou Ismael dos Santos.

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As tratativas começaram há 45 dias. “Tive a oportunidade de ter, através da Câmara Italiana de Comércio, uma audiência com o embaixador italiano e dali surgiu a possibilidade de conversarmos com o Conselho das Universidades que estão investindo na pesquisa da vacina” afirma.

Nesta segunda-feira (14), o deputado se reuniu virtualmente com o secretário de Saúde do Estado e a embaixada para avançar nas tratativas. Discute-se criar um consórcio entre Itália e Santa Catarina com a participação da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e o Lacen (Laboratório Central).

Lançado plano estadual de vacinação

O governo do Estado lançou, nesta quarta-feira (16), o Plano de Vacinação contra a Covid-19 em Santa Catarina. Santa Catarina dispõe de R$ 300 milhões em caixa destinados para a compra de vacinas, valor suficiente para adquirir cinco milhões de doses.

A imunização dos catarinenses ocorrerá de acordo com o governo federal e os municípios. A expectativa é de que 2,8 milhões de pessoas dos grupos prioritários sejam vacinadas em um primeiro momento. O documento possui 25 páginas e define as diretrizes de vacinação no território catarinense.

A primeira fase consiste na imunização dos trabalhadores da saúde, idosos acima de 75 anos, pessoas com mais de 60 anos que moram em instituições de longa permanência e a população indígena. Na segunda fase, o foco será pessoas com idade entre 60 e 74 anos.

A terceira fase vacinará os que apresentam comorbidades (diabetes, doença renal, doença respiratória crônica, câncer, hipertensão, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos que receberam transplante de órgãos, anemia falciforme e obesidade grave).

Por fim, na quarta fase, serão professores, profissionais da Segurança Pública, do sistema prisional e de salvamento.

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