Vacinação contra a pólio começa morna em Florianópolis; campanha contra gripe vai à reta final

Chuva e frio afastaram famílias dos centros de saúde para aplicar a imunização contra a paralisia infantil nos pequenos; campanha de vacinação se estende até o dia 14 de junho

Foto de Valeska Loureiro

Valeska Loureiro Florianópolis

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Enquanto a chuva e o frio persistentes afastaram muitas famílias dos centros de saúde de Florianópolis, Anderson dos Santos, pai de Ravi, de um ano e três meses, enfrentou o mau tempo ontem para garantir a proteção do pequeno.

No primeiro dia da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, Ravi se destacou como uma das poucas crianças a receber a VOP (vacina oral poliomielite) no Centro de Saúde da Trindade.

Anderson dos Santos levou o pequeno Ravi, de um ano e três meses, para tomar as gotinhas – Foto: Germano Rorato/NDAnderson dos Santos levou o pequeno Ravi, de um ano e três meses, para tomar as gotinhas – Foto: Germano Rorato/ND

No Centro de Saúde do Itacorubi, até a saída da reportagem do posto, por volta das 15h30, nenhuma criança havia comparecido para tomar as gotinhas e apenas uma recebeu a VIP (vacina inativada poliomielite).

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Segundo o técnico de enfermagem do local, Arcanjo Ramos, a combinação de chuva e frio contribuiu para a baixa adesão inicial à campanha, que se estende até o dia 14 de junho.

“Não tivemos nenhuma procura pela VOP até o momento, mas o primeiro dia das campanhas vacinais começa sempre assim. É mais tranquilo, e o tempo ruim também contribuiu para a baixa procura”, explica Ramos.

Doença grave

A determinação dos pais de Ravi é um lembrete essencial da importância da vacinação, mesmo em condições adversas. A poliomielite é uma doença grave que pode causar paralisia infantil irreversível.

Embora o último caso registrado em Santa Catarina tenha sido em 1989, essa conquista se deve aos altos índices de vacinação da época, conforme a gerente de doenças infecciosas agudas e imunização da Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), Arieli Schiessl Fialho.

Desde 2018, a cobertura vacinal no Estado tem ficado abaixo dos 95% recomendados pelo Ministério da Saúde, o que aumenta o risco de reintrodução do vírus.

“O ideal é que todos os anos consigamos uma cobertura mínima de 95% na vacinação de rotina, mas não temos alcançado essa meta. No ano passado, não chegamos a 90%. O ideal é que, por meio da campanha, possamos resgatar as crianças que estão em atraso com o esquema primário. Resgatando essas crianças, melhoramos a cobertura vacinal de rotina”, afirma Arieli.

Dia D está marcado para 8 de junho

A vacina contra a poliomielite é destinada a crianças menores de cinco anos. O Dia D da campanha de vacinação está marcado para 8 de junho, um sábado. Conforme a Dive, as crianças devem ser imunizadas com três doses da VIP (vacina inativada poliomielite) aos 2 meses, 4 meses e 6 meses.

Devem também receber outras duas doses de reforço da VOP (vacina oral poliomielite), aos 15 meses e aos 4 anos.Durante a campanha, as doses da VIP continuarão sendo aplicadas conforme o esquema recomendado, mas a dose da VOP será aplicada de forma indiscriminada em todas as crianças de 1 a 4 anos, desde que já tenham recebido o esquema primário com a VIP.

Vacinação contra a pólio tem baixa procura em FlorianópolisVacinação contra a pólio tem baixa procura em Florianópolis – Foto: Germano Rorato/ND

Como ressaltou o Ministério da Saúde, a campanha deste ano é muito importante para o enfrentamento à poliomielite, pois o país está em fase de transição para substituir as duas doses da VOP por apenas um reforço da VIP. Ou seja, o esquema vacinal e a dose de reforço serão feitos exclusivamente com a VIP a partir do segundo semestre de 2024.

Última semana da vacinação contra a gripe

A Campanha de Vacinação Contra a Influenza entrou na última semana e, apesar de estar disponível para toda a população do Estado, a adesão continua baixa. Conforme a gerente da Dive, a cobertura vacinal do público prioritário é de apenas 41,11%, e um total de 1.336.660 doses aplicadas até o momento, abrangendo toda a população.

A meta recomendada pelo Ministério da Saúde é de 90%.“O grupo prioritário está bem abaixo da meta, e vacinar a população fora desse grupo não aumenta a porcentagem de adesão”, afirma Arieli. Mesmo com o término da campanha, a Secretaria de Estado da Saúde declarou que, se sobrarem doses, elas continuarão disponíveis para a população.

Campanha de Vacinação Contra a Influenza entrou na última semana – Foto: Divulgação/DecomCampanha de Vacinação Contra a Influenza entrou na última semana – Foto: Divulgação/Decom