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Vacinação contra poliomielite atinge metade do público previsto em Florianópolis

Das 24.580 doses destinadas ao grupo prioritário em 2022 até o momento, foram aplicadas 12.504, apontam dados da Vigilância Epidemiológica da Capital; saiba quem precisa ser imunizado

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A Prefeitura de Florianópolis alerta para a importância de a população levar as crianças para receberem a imunização – Foto: DivulgaçãoA Prefeitura de Florianópolis alerta para a importância de a população levar as crianças para receberem a imunização – Foto: Divulgação

Iniciada no dia 8 de agosto, a campanha de vacinação contra a poliomielite em Florianópolis, mesmo prorrogada até o final deste mês de setembro, atingiu apenas metade do público alvo previsto para receber as doses nesta campanha. Das 24.580 doses destinadas ao grupo 2022, até o momento, foram aplicadas 12.504, mostram dados da Vigilância Epidemiológica da Capital.

A pouca demanda é sentida em todo o país. Neste ano, a campanha nacional de vacinação contra a poliomielite terminaria no dia 9 deste mês, no entanto, devido à baixa cobertura, será realizada até o próximo dia 30, com o objetivo de ampliar a adesão da população à imunização.

A Prefeitura de Florianópolis alerta para a importância de a população levar as crianças para receberem a imunização. “É essencial e urgente que os pais e responsáveis levem as crianças para receber as doses contra a poliomielite, pois a campanha termina no final deste mês e as crianças que não tomarem as gotinhas até esta data não tomarão mais. O  reforço na proteção contra poliomielite com as duas gotinhas é essencial para garantir a proteção contra o vírus que voltou a circular, inclusive nos Estados Unidos e Europa. Não podemos deixar nossas crianças vulneráveis a esta doença grave que pode matar ou deixar sequelas graves para o resto da vida”, ressalta Ana Cristina Vidor, gerente de Vigilância Epidemiológica da Capital.

Ela lembra que as doses de reforço contra a poliomelite têm ainda um impacto coletivo na população, além do individual. “Como as pessoas convivem com crianças que receberam o reforço, acabam ficando mais protegidas também, porque a vacina, como é oral, causa um efeito positivo no ambiente onde estas crianças convivem, formando uma barreira. Por isto esta vacina é dada em campanha e precisa de prazo pra acontecer. Várias crianças tomando a vacina ao mesmo tempo provocam um efeito de proteção na população, por ‘disseminação ambiental da vacina’, que não é alcançado se elas tomam a vacina de maneira isolada, aos poucos”, explica Ana.

Além dos postos de saúde, o busão da vacinação estará, nesta semana, no Centro de Saúde do bairro Capivari, que será inaugurado nesta segunda-feira (19). A van estará  no Ticen às terças, quartas e sábados e no Largo da Catedral às segundas, quintas e sextas.

Poliomelite ainda é registrada em alguns países

Assim como ocorreu no ano de 2020 em todo o mundo com a chegada da Covid-19, entre as décadas de 1911 e 1950, o vírus da poliomielite aterrorizava famílias e pais que temiam levar os seus filhos para as aulas e para quaisquer atividades fora de casa, já que na época, a cada dia, aumentava a circulação de uma doença que atacava a medula espinhal e provocava paralisia parcial irreversível, sobretudo nas extremidades inferiores.

Essa era a realidade do Brasil e do mundo com a disseminação da poliomielite, uma grave enfermidade infectocontagiosa que provocou numerosos surtos e epidemias no século XX. Com o desenvolvimento e início da vacinação a partir da década de 1950 o Brasil não registra casos de pólio desde 1989 e a maioria dos países do mundo também já erradicou a doença por meio da vacinação. No entanto, a falta de preocupação com a doença tem deixado lacunas na imunização básica das crianças. A prefeitura de Florianópolis lembra que a  poliomelite ainda é registrada em algumas regiões do planeta, o que é motivo de preocupação entre especialistas devido à queda na imunização verificada atualmente.

Destaque: Atualmente, a Organização Mundial da Saúde classifica o Brasil entre os países com alto risco de reintrodução da paralisia infantil

Na Campanha de Vacinação contra a Poliomielite, a indicação é vacinar crianças de 1 ano a menores de 5 anos de idade – Foto: DivulgaçãoNa Campanha de Vacinação contra a Poliomielite, a indicação é vacinar crianças de 1 ano a menores de 5 anos de idade – Foto: Divulgação

Quem precisa ser vacinado

Na Campanha de Vacinação contra a Poliomielite, a indicação é vacinar crianças de 1 ano a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias) com a VOP (Vacina Oral Poliomielite), desde que já tenham recebido as três doses da VIP (Vacina Inativada Poliomielite) do esquema básico. Crianças acima dessa faixa etária não tomarão mais o reforço. Para crianças menores de um ano, a vacinação deve ser feita conforme a situação vacinal encontrada para o esquema primário, 1ª dose aos 2 meses, 2ª dose aos 4 meses e 3ª dose aos 6 meses, com a vacina VIP.

Combate à Covid-19

Durante o período das campanhas promovidas pelo Ministério da Saúde, todos podem continuar tomando  a vacina contra a Covid-19, assim como todas as outras vacinas disponíveis para crianças e adultos. Segundo orientação do Ministério da Saúde, não existe mais a necessidade de aguardar o intervalo de 15 dias para aplicação da vacina contra a Covid-19 e demais doses do Calendário Nacional de Vacinação em crianças a partir dos 3 anos. Sendo assim, as doses podem ser tomadas de forma simultânea ou com qualquer intervalo. Em caso de dúvidas sobre a situação vacinal, a recomendação é procurar um posto de saúde municipal para se informar.