Vacinados: joinvilenses revelam como foi tomar a vacina contra Covid-19 no exterior

Ana Flávia Schneider, que mora em Chicago, nos Estados Unidos, já tomou duas doses da Pfizer; já nos Emirados Árabes, professor foi um dos primeiros a tomar a vacina da Sinopharm

Redação ND Joinville

Receba as principais notícias no WhatsApp

Aguardada com grande expectativa pela maioria dos brasileiros, a vacina contra a Covid-19 já foi aplicada em dois joinvilenses que moram no exterior. Ambos tomaram vacinas diferentes e relataram como foi a experiência de serem imunizados contra a doença.

Alexandre foi um dos primeiros joinvilenses a tomar a vacina contra a Covid-19 – Foto: Arquivo Pessoal/DivulgaçãoAlexandre foi um dos primeiros joinvilenses a tomar a vacina contra a Covid-19 – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, o professor de mecânica de usinagem Alexandre de Aviz, de 30 anos, tomou a primeira dose da Sinopharm no dia 6 de janeiro e fará a segunda aplicação no dia 27.

Em entrevista à NDTV, Alexandre disse que todos os moradores de Abu Dhabi estão sendo imunizados e que ele não sentiu nenhuma reação adversa por conta da aplicação. Ele afirma, ainda, que o procedimento foi rápido e que, em menos de uma hora, já estava liberado.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Atuando como professor em uma escola na capital do país há um ano, ele conta que as primeiras vacinas começaram a ser aplicadas no início da segunda quinzena de dezembro. Os profissionais que atuam na linha de frente do combate à doença foram os que tomaram a primeira dose.

Alexandre também diz que a vacinação nos Emirados Árabes é totalmente gratuita e o governo exige dos cidadãos o uso de máscaras. Segundo ele, inclusive os vacinados são obrigados a usá-las. Quem se recusar, pode ter de pagar multa de até 3 mil dirham – R$ 4.410,00 na conversão direta para a moeda brasileira.

Alexandre trabalha há cerca de um ano no país – Foto: Arquivo PessoalAlexandre trabalha há cerca de um ano no país – Foto: Arquivo Pessoal

No país, explicou o professor, tudo é interligado pela carteira de identidade, que é um cartão com chip, e se a pessoa é multada, ela recebe a multa para pagar imediatamente.

O professor de mecânica diz que ainda não contraiu Covid-19 no tempo que está lá. Ele fazia testes de PCR em intervalos de 15 dias na escola que leciona. Esse teste é feito com uma amostra de naso-orofaringe e informa se a pessoa tem RNA do vírus.

Emirados sai na frente

Os Emirados Árabes Unidos aprovaram a vacina Sinopharm para uso depois dos testes da fase 3. O Ministério da Saúde do país informou, no início de dezembro, que havia aprovado o pedido de registro da fabricante chinesa de medicamentos. A vacina foi amplamente testada nos Emirados em uma campanha que envolveu 31 mil pessoas

A medida colocou o país entre os primeiros do mundo a aprovarem uma vacina para distribuição pública, depois que o Reino Unido começou a sua campanha de vacinação da marca Pfizer BionTech. A vacina Sinopharm foi desenvolvida por empresa farmacêutica do mesmo nome com o Instituto de Produtos Biológicos de Pequim. Os testes comprovaram 86% de eficácia.

Técnica de farmácia já tomou duas doses nos EUA

Residente em Chicago, nos Estados Unidos, a joinvilense Ana Flávia Schneider, de 38 anos, já tomou as duas doses da vacina Pfizer para Covid-19. Ela trabalha como técnica de farmácia em um hospital de Lake View, bairro de Chicago, e também atua como agente imobiliária em solo americano.

Ana já tomou duas doses da vacina da Pfizer – Foto: Arquivo PessoalAna já tomou duas doses da vacina da Pfizer – Foto: Arquivo Pessoal

Conforme Ana Flávia, na primeira dose, aplicada no dia 19 de dezembro, ela não sentiu nenhuma reação mais forte. Entretanto, na segunda dose, aplicada no dia 8 de janeiro, a reação à vacina foi diferente.

“Eu tomei na sexta à tarde e à noite estava sentindo muitas dores musculares, fiquei bem dolorida e um pouco esquecida também. Mas hoje (domingo) acordei bem melhor e disposta”, contou Ana à reportagem da NDTV.

Segundo ela, alguns amigos que trabalham no hospital também sentiram os mesmos sintomas e tiveram febre após aplicarem a segunda dose da vacina. “Um amigo meu ficou de cama, com febre, mas no dia seguinte já estava melhor. O que a gente percebe é que esse mal-estar dura um dia, um dia e meio, no máximo”, afirmou.

Ana disse que também não contraiu a Covid-19 e decidiu tomar a vacina por precaução, porque no próximo dia 26 virá ao Brasil para visitar familiares. Ela confessou ter ficado com um pouco de medo no início, mas demonstrou interesse em receber a aplicação tão logo o governo americano liberou.

Ana tomou a vacina como precaução, antes de visitar a família no Brasil – Foto: Arquivo PessoalAna tomou a vacina como precaução, antes de visitar a família no Brasil – Foto: Arquivo Pessoal

Sobre o cenário de contágio da Covid-19 na cidade de Chicago, Ana Flávia afirmou que ele continua elevado, com inúmeros casos da doença sendo diagnosticados todos os dias. A diferença é que agora, as equipes de saúde estão conseguindo oferecer tratamentos mais eficazes para os casos menos graves. Os mais graves, com internações nas unidades de tratamento intensivo (UTIs), continuam tendo um alto índice de letalidade.

Ana Flávia disse ainda que até o momento, apenas os grupos de risco estão sendo vacinados nos Estados Unidos e que não há uma previsão de quando a população em geral terá acesso à vacina. A novidade, segundo ela, é que estão sendo montadas clínicas de vacinação por todo o país e que ela provavelmente irá trabalhar em uma delas.

Tópicos relacionados