A NGS-SA (Rede de Vigilância do Genoma da África do Sul) apresentou os estudos sobre a Ômicron à Comissão de Saúde do Parlamento da África do Sul e concluiu que as vacinas existentes contra a Covid-19 evitam a doença grave com a mais nova variante do coronavírus.
As vacinas já existentes são eficazes no combate à nova variante do coronavírus, afirmam pesquisadores – Foto: Mika Baumeister/Unsplash/NDApesar de ainda necessitar de tempo para ajustar os dados, sobre o que já consideram ser o início da quarta onda da pandemia, os cientistas garantem que estão concentrados na transmissibilidade e no efeito da imunidade que as vacinas proporcionam.
“A genética da Ômicron é completamente diferente da variante Delta ou das variantes anteriores”, afirmou Richard Lessels, especialista em doenças infectocontagiosas.
SeguirOs cientistas ainda não sabem se o período da incubação se mantém numa média de cinco dias. No entanto, Lessels garante que “as vacinas são a ferramenta que pode evitar a doença grave e a hospitalização”.
A variante já está presente em todas as províncias da África do Sul. A dúvida dos especialistas é se ela vai substituir a Delta, que se propagava a níveis muito baixos. Lessels afirma que o teste PCR é capaz de detectar a nova variante sem a necessidade de sequenciar o genoma.
O especialista destacou que embora a maioria dos casos positivos com a nova variante tenha sintomas ligeiros, é muito cedo para dizer o nível de periculosidade da Ômicron, porque foi detectada muito recentemente.
Confirmação da nova variante do coronavírus
O Instituto Nacional de Doenças Infecciosas da África do Sul confirmou, em novembro, que de 249 sequências localizadas, 183 eram da Ômicron. A imunidade pós Covid-19, cuja duração é desconhecida, não oferece proteção contra a nova variante.
A Ômicron foi detectada em mais de 20 países, mas a África do Sul e Botsuana continuam a ser responsáveis por 62% dos novos casos identificados no mundo.