Beijar na boca é uma troca de carinho, amor e, é claro, saliva. Chamada por médicos e dentistas de fluído bucal, a saliva ao mesmo tempo que protege a boca contra bactérias, vírus e fungos pode servir, também, para transmitir doenças como, por exemplo, gripe, resfriado, herpes, candidíase ou sapinho, sífilis, mononucleose e cárie.
Especialistas alertam que não existe beijo seguro – Foto: Pexels/Reprodução/NDUm problema de saúde publica. É assim que especialistas classificam o fato de quase metade da população do mundo ter algum tipo de doença na boca e, dentre essas doenças, a cárie está batendo recorde de vítimas.
Cerca de 2,5 bilhões de pessoas tem dentes cariados e eles são a porta de entrada para os mais diversos problemas de saúde podendo, inclusive, causar a morte.
SeguirNão há, porém, motivo para entrar em pânico mas, sim para se conscientizar e não abrir mão de usar as armas que temos que, segundo a dentista Karin Stamer, são simples mas muito eficazes.
“Escovar os dentes, usar fio dental, ter uma boa alimentação e hidratação são cuidados que reduzem os riscos consideravelmente. É claro, que, conhecer quem se está beijando também é muito importante. Não é preciso deixar de beijar. Basta estar atento e se cuidar”, diz Stamer.
Higiene bucal
Na boca de cada um existem diversos tipos de bactérias que são boas e ruins para a saúde dependendo do que se come e de como se faz a higiene bucal.
Segundo especialistas, não escovar os dentes e a língua (20% das bactérias em nossa boca estão na língua), por, pelo menos, dois minutos e, no mínimo, duas vezes ao dia – após o café da manhã e antes de dormir (o ideal seria escovar após todas as refeições) – é o primeiro passo para termos, dentro da boca, um ambiente fértil para que as bactérias ruins se multipliquem.
Os restos de açucares e alimentos que ficam colados nos dentes são o alimento favorito das bactérias ruins que, bem nutridas, se multiplicam e formam uma placa ácida e pegajosa, conhecida também como placa bacteriana e, que os dentistas chamam de “biofilme”.
Esse ácido, sem que a gente perceba, vai desmineralizando o dente até, que, o primeiro sinal, uma mancha branca, surge. Aos poucos essa mancha vai escurecendo e as bactérias vão tomando conta e destruindo o esmalte do dente até abrir um buraquinho, a cárie, que vai crescendo e, se não tratada, pode atingir as camadas mais profundas causando dor e, podendo levar até a perda do dente.
Uma situação que pode ficar até mais grave, isso porque, a infecção que se forma no local onde está a cárie é um “ninho”de bactérias que podem cair na corrente sanguínea e espalhar a infecção pelo corpo todo podendo resultar em problemas cardíacos e até na morte.
Mas, afinal, a cárie é transmitida através do beijo?
A resposta é: depende. As bactérias mais comuns, conhecidas como Streptococcus mutans, responsável pelas cáries podem entrar na boca durante um beijo apaixonado.
No entanto, mantendo a saúde bucal em dia com escovação, uso de fio dental e visitas periódicas ao dentista, as bactérias não vão encontrar o ambiente que precisam para se instalar e, assim, ficam reduzidas as chances dos dentes serem reféns delas.
“Mesmo que a folia termine tarde e por mais cansados que possamos estar, escovar os dentes quando chegarmos em casa antes de irmos descansar é o melhor ‘remédio’ que se pode usar para evitar não só a cárie mas, também, o mau hálito e, como vimos, problemas mais sérios para todo o nosso corpo”, alerta a dentista Karin Stamer.