Variante Ômicron exige esforço coletivo de prevenção

Virus espalha-se com velocidade espantosa, advertem os médicos

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Os números sobre contaminados por Covid-19 em Florianópolis e em vários municípios de Santa Catarina são tidos como avassaladores.  As estatísticas falam por si.  Os médicos não dão conta de atender nas clínicas especializadas, hospitais e consultórios.  Por todos os indicativos, sintomas fracos, baixíssima letalidade, trata-se da cepa Ômicron, vinda da África.

Cepa Ômicron tem altíssima transmissibilidade – Foto: pixabayCepa Ômicron tem altíssima transmissibilidade – Foto: pixabay

O ano começa com esta crise sanitária. Não tão  surpreendente, pois em outros países o fenômeno ocorreu há meses. Era, portanto, previsível.  O inesperado aqui está na curva ascendente e rápida dos registros.

Os Hospitais da Grande Florianópolis registraram aumento acelerado de pacientes procurando assistência.  Da mesma forma, as Unidades de Pronto Atendimento da Prefeitura da Capital, fato que se repetiu nos principais municípios.

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O que tem causado espanto até mesmo entre os médicos é a procedente preocupação de que a extensão desta variante venha atingir profissionais da área da saúde, como hospitais, casas de saúde, ou trabalhadores exercendo atividades essenciais.

Pertinente, por isso mesmo, as notas oficiais lançadas por entidades empresariais, como a Facisc, apelando as empresas para que adotem medidas mais rigorosas de proteção dos colaboradores, exatamente como prevenção para evitar o pior, ainda que a nova variante não tenha a gravidade da Covid-19.

A advertência considera também, em muitos municípios, a crescente demanda de pacientes à procura de tratamento.  Este novo fenômeno comporta dois problemas: o fim de estoques de medicamentos e a possibilidade de contaminação dos servidores da saúde.

Um esforço coletivo, envolvendo governantes nos três níveis, os empresários e os trabalhadores, justifica-se pelo avanço considerado arrasador e com uma velocidade jamais vista na transmissão do vírus.