Após casos registrados durante anos na África e agora na Europa e Estados Unidos, o Ministério da Saúde divulgou nesta segunda-feira (30) que o Brasil já conta com dois casos suspeitos de varíola do macaco. Um dos casos está em Santa Catarina e outro no Ceará. Um terceiro possível caso está sendo investigado no Rio Grande do Sul.
Dois casos suspeitos são monitorados no Brasil, e um terceiro está sendo investigado no Rio Grande do Sul – Foto: AFP/NDDe acordo com a pasta, os pacientes “seguem isolados e em recuperação, sendo monitorados pelas equipes de vigilância em saúde. A investigação dos casos está em andamento e será feita coleta para análise laboratorial”.
O primeiro caso da doença em Santa Catarina é investigado pela DIVE/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina). De acordo com um comunicado divulgado pela Dive, a suspeita foi registrada no município de Dionísio Cerqueira, que fica no Extremo-Oeste do Estado.
SeguirO caso do Ceará vem depois que a Secretaria de Saúde do Estado explicou, na última sexta-feira (27), que os casos suspeitos deveriam ser notificados para a pasta em até 24h. Segundo a nova divulgação da Secretaria, o caso suspeito é de um morador de Fortaleza, Capital do Estado.
Sintomas da doença
De acordo com o informe epidemiológico da SES (Secretaria de Estado de Saúde), a transmissão da doença entre humanos ocorre principalmente por meio do contato pessoal com secreções respiratórias, lesões de pele de pessoas infectadas ou objetos recentemente contaminados.
A erupção geralmente desenvolve-se pelo rosto e depois espalha-se para outras partes do corpo, incluindo os órgãos genitais. A erupção cutânea passa por diferentes estágios e pode se parecer com varicela ou sífilis, antes de finalmente formar uma crosta, que depois cai. Quando a crosta desaparece, a pessoa deixa de infectar outras pessoas.
Tratamento
Segundo o Instituto Butantan, a varíola geralmente é autolimitada, ou seja, pode ser curada com o tempo e sem tratamento, mas pode ser grave em alguns indivíduos, como crianças, mulheres grávidas ou pessoas com imunossupressão devido a outras condições de saúde.
Infectados por varíola podem ser curados com defesa do próprio corpo- Foto: Pixabay/ReproduçãoEntenda mais a doença
O Instituto Butantan explica em seu site que o nome “monkeypox” se origina da descoberta inicial do vírus em macacos em um laboratório dinamarquês em 1958. O primeiro caso humano foi identificado em uma criança na República Democrática do Congo em 1970.
Existem duas linhagens do vírus da varíola dos macacos: o da África Ocidental e o da Bacia do Congo (África Central). As infecções humanas com a linhagem da África Ocidental parecem causar doenças menos graves em comparação com a linhagem da Bacia do Congo, com uma taxa de mortalidade de 3,6% em comparação com 10,6% para o da Bacia do Congo, segundo a OMS.
Os países onde a varíola dos macacos é considerada endêmica são: Benin, Camarões, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Gabão, Gana (identificado apenas em animais), Costa do Marfim, Libéria, Nigéria, República do Congo, Serra Leoa e Sudão do Sul.