Veja como fica a Grande Florianópolis após queda para nível grave da Covid-19

Após permanecer por cinco semanas seguidas no nível gravíssimo, a região foi reclassificada no mapa de risco divulgado nesta quarta (30), pelo governo do Estado. Confira as mudanças

Bruna Stroisch Florianópolis

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Após permanecer por cinco semanas seguidas no nível gravíssimo (vermelho) para a Covid-19 no mapa de risco, a região da Grande Florianópolis foi reclassificada para o nível grave (cor laranja).

Grande Florianópolis caiu para nível grave no mapa de risco da Covid-19 – Foto: Foto Flavio Tin/Arquivo/NDGrande Florianópolis caiu para nível grave no mapa de risco da Covid-19 – Foto: Foto Flavio Tin/Arquivo/ND

A última atualização do mapa de risco foi divulgada na manhã desta quarta-feira (30) pela Secretária de Estado da Saúde.

As regiões de Xanxerê, Oeste e Médio Vale do Itajaí também caíram para o nível grave. Outras 12 regiões encontram-se no nível gravíssimo. Não há regiões em nível alto (amarelo) ou nível moderado (azul).

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Até esta quarta-feira, a Capital do Estado lidera o número de casos confirmados da Covid-19 na região da Grande Florianópolis, com 41.670.

Em seguida, estão as cidades de São José, Palhoça e Biguaçu, com 21.560, 14.970 e 5.948 casos confirmados, respectivamente.

A taxa de ocupação de leitos de UTI na região está em 69, 11%.

Melhora nas dimensões do mapa

A avaliação da matriz de risco leva em consideração quatro dimensões preconizadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde): evento sentinela, transmissibilidade, monitoramento e capacidade de atenção.

Cada dimensão mede itens relacionados à Covid-19:

  • Evento sentinela: mede a mortalidade da Covid-19 e o comportamento da pandemia;
  • Transmissibilidade: a variação no número de confirmação positiva e casos infectantes;
  • Monitoramento: o percentual de positividade de exames RT-PCR do Lacen (Laboratório Central);
  • Capacidade de atenção: ocupação dos leitos de UTI.

A Grande Florianópolis apresentou melhora no quesito evento sentinela, transmissibilidade e capacidade de atenção, em comparação ao mapa anterior.

  • Evento sentinela: índice passou de 3,5 (nível gravíssimo) para 2,0 (nível alto);
  • Transmissibilidade: índice passou de 4,0 (nível gravíssimo) para 2,5 (nível grave);
  • Capacidade de atenção: índice passou de 4,0 (nível gravíssimo) para 3,0 (nível grave).
Matriz de Risco de Santa Catarina atualizada nesta quarta-feira (30) – Foto: mapa de riscoMatriz de Risco de Santa Catarina atualizada nesta quarta-feira (30) – Foto: mapa de risco

O Coes (Centro de Operações em Saúde) da Secretaria de Estado da Saúde ressalta, no entanto, que ainda há alerta em todo o Estado nos quesitos que medem o monitoramento de casos e a ocupação dos leitos de UTI.

De acordo com a epidemiologista Maria Cristina Willemann, a redução do número de casos foi o principal motivo para a melhoria do cenário.

“A maioria das regiões segue com uma ocupação de leitos maior que 80%, temos também um número alto de óbitos. Essa melhora na matriz se deve a redução do número de casos, mas é preciso estar atento aos dados, essa diminuição pode ser real ou ocasionada pelos feriados e uma diminuição no número de profissionais que reportam, ao sistema, os casos.”, disse.

Suspensão da liminar

Nesta terça-feira (29), o TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina), por meio do desembargador Raulino Jacó Bruning, determinou a suspensão da liminar aprovada em primeira instância, que restringia a ocupação de hotéis e pousadas, além de eventos em todo o Estado.

Assim, diante da decisão proferida, hotéis, pousadas e estabelecimentos de hospedagem das regiões classificadas como de risco potencial gravíssimo podem ter 100% da ocupação, assim como os eventos sociais têm aval para funcionar contanto que conforme regramento sanitário definido pelo governo catarinense.

Confira como ficam as atividades na Grande Florianópolis: 

Atividades esportivas de caráter recreativo

  • Ficam proibidas no nível gravíssimo e autorizadas nos demais níveis.

Feiras, exposições e leilões (Portaria nº 999)

  • Risco Potencial GRAVE: autorizada com capacidade de ocupação de 50% do espaço.

Congressos, palestras e seminários (Portaria nº 1.004)

  • Risco Potencial GRAVE: capacidade de 50% de ocupação do espaço e o distanciamento de 1,5 metros entre as pessoas.

Igrejas e templos religiosos (Portaria nº 1.002)

  • Risco Potencial GRAVE: lotação máxima de 50% da capacidade.

Museus (Portaria nº 1.001)

Os museus funcionarão independentemente das classificações apontadas pela Matriz de Avaliação de Risco Potencial.

A portaria estipula medidas e regras sanitárias, como o uso obrigatório de máscaras por todos (visitantes, trabalhadores, fornecedores e prestadores de serviços), aferição de temperatura corporal dos trabalhadores e visitantes na entrada dos museus, entre outras medidas.

Parques aquáticos e complexos de águas termais (Portaria nº 998)

  • Risco Potencial GRAVE: o número de visitantes deve ser de no máximo 75% de ocupação.

Cinemas e teatros (Portaria nº 1010)

  • Risco Potencial GRAVE: máximo de 50% de ocupação.
  • Providenciar bloqueio de duas poltronas laterais de cada lado das poltronas ocupadas ou distanciamento de 1,5 metros para os níveis Grave, Alto e Moderado e de dois metros para o nível Gravíssimo;

Transporte coletivo urbano municipal

  • Risco Potencial Grave: pode operar com 100% da capacidade.

Eventos sociais

  • Risco Potencial Grave: autorizado com 50% de ocupação.

São considerados eventos restritos a convidados sem cobrança de ingresso, compreendendo casamentos, aniversários, jantares, confraternizações, bodas, formaturas, batizados e festas infantis, por exemplo.

Casas noturnas, boates, pubs, casas de shows:

  • Risco Potencial Grave: autorizadas com 20% de ocupação.

Bibliotecas (Portaria nº 1.003)

As bibliotecas poderão realizar as atividades com acesso controlado, mediante cumprimento dos regulamentos sanitários vigentes, independentemente da Avaliação de Risco Potencial.

A portaria estipula medidas e regras sanitárias, como o uso obrigatório de máscaras por todos (visitantes, trabalhadores, fornecedores e prestadores de serviços), aferição de temperatura corporal dos trabalhadores e usuários na entrada das bibliotecas, entre outras medidas.

Uso da faixa de areia (Portaria nº 1000)

  • O distanciamento mínimo deve ser de 1,5 m entre as pessoas, exceto as que coabitam;
  • Os guarda-sóis de pessoas ou grupos distintos devem estar afastados com uma distância de, no mínimo, 2 metros entre eles;
  • As mesas, cadeiras, guarda-sóis e outros objetos para aluguel nas praias, rios, lagos e lagoas, devem ser desinfetados com álcool 70%;
  • Não é permitida a prova de roupas e de outros objetos comercializados por vendedores ambulantes;

Esta portaria ainda lembra que “a fiscalização das praias, rios, lagos e lagoas é de responsabilidade das equipes de Segurança Pública e Vigilâncias Sanitárias estaduais e municipais.”