Veja como se orientar e buscar atendimento sobre a dengue em Joinville

A cidade contabiliza 4.892 casos confirmados de dengue, quatro pessoas já morreram

Redação ND Joinville

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Joinville, no Norte de Santa Catarina, está em alerta devido ao aumento de casos de dengue. Até agora, quatro pessoas já morreram vítimas da doença. A cidade contabiliza 4.892 casos confirmados.

Casos de dengue em JoinvilleDengue na fase inicial não tem sintoma respiratório – Foto: Secom/Prefeitura de Joinville/Divulgação ND

Os bairros com mais casos confirmados são Costa e Silva, Iririú, Comasa, Jardim Iririú e Aventureiro. A maioria dos focos está localizado nas residências.

Preocupada com o aumento na quantidade de pessoas diagnosticadas com dengue, a Secretaria Municipal de Saúde orienta a população sobre os principais sintomas da doença e quais os sinais mostram que o estado de saúde do paciente está piorando.

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Os sintomas mais comuns de dengue são febre, dor no corpo, dor nas articulações ou nas juntas, dor na cabeça ou, no fundo dos olhos, e em alguns casos, vermelhidão no corpo e coceira.

O médico infectologista da Rede Municipal de Saúde, Marcelo Mulazani, orienta sobre como agir ao perceber que pode ter sido infectado com a dengue.

“Principalmente não se automedicar, porque algumas medicações podem interferir na doença e fazer com que ela piore. Então, sempre que tiver sintomas, o paciente deve procurar auxílio médico que indicará qual o melhor tratamento. Antes da consulta e depois, fazer hidratação porque a dengue faz com que o paciente perca bastante líquido”.

Entre os medicamentos não indicados estão antiinflamatórios como Aspirina, Ácido Acetilsalicílico, Nimesulida, Ibuprofeno, Cetoprofeno e Diclofenaco.

“Como eles são anti-inflamatórios, têm um mecanismo que acaba realizando uma atuação no vaso sanguíneo e isso pode facilitar que o líquido que está na veia extravase, aumentando a chance de fazer sangramentos”, explica o médico.

Alguns sinais indicam uma piora no quadro de saúde e a necessidade de voltar ao médico. Por isso, os pacientes devem ficar atentos a sintomas como náuseas ou vômitos, dor abdominal, presença de tontura ou desmaio, algum tipo de sangramento, mesmo pequeno, no nariz ou na gengiva, além da diminuição do fluxo urinário e falta de ar. Em crianças, a irritabilidade e sonolência também devem ser observados.

“Um sintoma muito importante é a falta de ar. Dengue na fase inicial não tem sintoma respiratório. Quando o paciente tem falta de ar, significa uma evolução da doença. Outra coisa comum na forma mais grave é a tontura e até mesmo o desmaio. O sinal de alerta é quando você está sentado, levanta e fica tonto”, esclarece o médico.

Segundo o infectologista, a diferenciação entre gripe ou resfriado e dengue, na fase inicial, é justamente a ausência dos sintomas respiratórios. “Dengue não faz coriza, dengue não faz dor de garganta”.

Então se está com dor no corpo e febre e não tem sintoma respiratório, há possibilidade de dengue. Nas formas mais tardias, quando já se tem um diagnóstico de dengue e começou o sintoma respiratório, pode ser uma piora de caso e merece avaliação médica, reforça o doutor Marcelo.

Onde buscar atendimento médico

A orientação é que ao apresentar dois ou mais dos sintomas de febre, dor no corpo, dor nos olhos, náusea/vômito, dor de cabeça, manchas vermelhas ou roxas no corpo, o paciente vá até uma Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF).

Se tiver dois ou mais dos sintomas relacionados e também vômito persistente ou dor no abdômen forte e contínua ou sangramento, procure as UPAs Sul e Leste ou o PA Norte.

casos de dengue em JoinvilleFoto: Secom/Prefeitura de Joinville/Divulgação ND

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