Santa Catarina registrou 58 casos da H3N2 e sete morreram em decorrência do vírus da gripe até o último sábado (22). Além disso, o número de notificações desde o dia 26 de dezembro é considerado maior que o esperado para o período do ano.
Notificações de influenza foi maior que o esperado para o período do ano – Foto: Freepik/Divulgação/NDDe acordo com o 1º boletim epidemiológico de 2022, todos os 84 casos notificados de SRAG (Síndrome Respiratória Agua Grave) por influenza. Entre as sete vítimas, uma tinha menos de um ano, não apresentava comorbidade e era residente de Balneário Rincão, no Sul de Santa Catarina.
Veja o perfil das pessoas que morreram por gripe em SC
SeguirOs outros dois casos, embora a investigação não tenha demonstrado a presença de comorbidades, um deles encontrava-se em faixa etária considerada condição de risco para agravamento da doença, ou seja, acima de 70 anos.
Registros de casos acima do esperado
Ainda de acordo com o governo estadual, considerando o período desde o dia 26 de dezembro, o número de casos é considerado maior que o esperado para o período do ano que está fora da sazonalidade do vírus em Santa Catarina, que ocorre entre os meses de maio a agosto.
Assim como está acima do encontrado nos dois últimos anos. Os meses de janeiro a abril são historicamente de baixa circulação do vírus influenza em Santa Catarina. Em relação à idade, as pessoas com mais de 60 representaram 41,6% dos 58 casos de SRAG confirmados por influenza.
O município de Balneário Camboriú é o recordista de casos com 10. Florianópolis aparece em 2º com nove casos, Itajaí e Joinville com oito e Palhoça com seis.
Completam a lista Itapema, Jaraguá do Sul e Videira, com 4 cada, Blumenau, São José e Tubarão com 3. Em seguida, Camboriú, Chapecó, Lages, Navegantes e São Francisco com dois cada.
Balneário Rincão, Bom Retiro, Brusque, Forquilhinha, Gaspar, Içara, Imbituba, Mafra, Massaranduba, Palmitos, Ponte Alta e Salto Velosos registraram um caso em casa.
Medidas de prevenção
-Vacinação anual contra a Influenza;;
-Lavar as mãos com frequência;
-Usar máscara;
-Evitar ambientes fechados e com aglomeração de pessoas;
-Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
-Evitar tocar mucosa de olhos, nariz e boca;
-Manter superfícies e objetos que entram em contato frequente com as mãos, como mesas, teclados, maçanetas e corrimãos limpos com álcool;
-Não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos e talheres;
-Atenção aos sintomas: febre, tosse, dor de garganta e dores nas articulações musculares ou de cabeça. É fundamental ao apresentar esses sinais, procurar o serviço de saúde mais próximo da residência para o tratamento adequado, em especial os portadores de fatores de risco para agravamento e óbito (idosos, crianças, doentes crônicos etc.), pois estes têm maior probabilidade de apresentar complicações quando infectados pelo vírus Influenza.