Veja o preço da vacina contra a Covid-19 na rede de clínicas privadas

Imunizante da AstraZeneca será disponibilizado para adultos; empresa acrescentou ainda que a entrada no mercado privado visa a atender a uma necessidade do Brasil

Redação ND* Florianópolis

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A vacina contra a Covid-19 chegará nos próximos dias na rede privada de saúde do Brasil. No entanto, nenhum outro fabricante anunciou a disponibilidade para o setor.

Vacinas já podem ser aplicadas pela 4° vez em idosos catarinenses – Foto: Freepik/Divulgação/NDVacinas já podem ser aplicadas pela 4° vez em idosos catarinenses – Foto: Freepik/Divulgação/ND

De acordo com a Agência Estado, a ABCac (Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas) realizou o anúncio na última terça-feira (31).

A ação foi possível por conta do fim da Espin (Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional) que permitiu que a vacina fosse oferecida ao setor particular de imunização.

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A medida definida pelo Ministério da Saúde foi publicada no dia 22 de abril, mas entrou em vigor 30 dias depois, o que possibilita a venda do imunizante, conforme a orientação, para pessoas acima de 18 anos.

A expectativa é que a vacina seja comercializada entre R$ 300 e R$ 350 e com um número razoável de doses do imunizante para utilização.

“Já existem cerca de 2 milhões de doses, em centro de distribuição da AstraZeneca, que poderiam ser negociadas com as clínicas brasileiras de forma imediata. Mais doses podem ser negociadas de acordo com a demanda das clínicas de todo o país”, disse em nota a AstraZeneca.

Imunizante da AstraZeneca será o único comercializado no Brasil, no momeno – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil/NDImunizante da AstraZeneca será o único comercializado no Brasil, no momeno – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil/ND

A empresa acrescentou ainda que a entrada no mercado privado visa a atender a uma necessidade do Brasil, assim como é feito com a vacina da gripe e demais imunizações utilizadas no país.

Veja algumas perguntas sobre a venda da vacina

Qual a vacina contra a Covid-19 disponível na rede privada?

O imunizante é produzido pela AstraZenca e é a mesma enviada para a rede pública, produzida em parceira com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). No entanto, a da rede privada é importada diretamente da fabricante britânica.

Porém, a rede privada ainda não conta com doses para crianças maiores de cinco anos e adolescentes menores de 17 anos, que já estão sendo imunizados conforme o PNI (Plano Nacional de Imunização).

Para esses públicos a orientação é procurar a unidade de saúde pública para receber as vacinas Pfizer ou CoronaVac, de acordo com a indicação para as faixas etárias.

Quem pode tomar a vacina?

A vacina não será de busca espontânea. Cada paciente deverá entrar em contato com sua clínica de confiança, obter informações e fazer o agendamento de acordo com a disponibilidade de doses, pois os frascos após abertos têm 48 horas de validade. Dessa forma, deve haver um planejamento para não ocorrer desperdício.

Como terceira dose, todos acima de 18 anos podem tomar, independentemente do esquema primário, desde que tenham recebido a segunda dose há pelo menos quatro meses.

Para quarta dose, pacientes entre 18 e 60 anos que não estejam nas orientações do Programa Nacional de Imunizações devem aguardar orientação médica para o segundo reforço.

É possível tomar a quarta dose sem fazer parte do público previsto pelo ministério?

Os pacientes entre 18 e 60 anos que não estejam elegíveis no PNI devem aguardar orientações médicas para a aplicação da segunda dose de reforço.

Atualmente, fazem parte desse grupo os idosos acima de 60 anos e pessoas com 12 anos ou mais que tenham condições ou doenças que comprometem o sistema imunológico – que também podem tomar a quarta dose da vacina.

Entram nesse grupo os transplantados, pessoas que vivem com HIV, em tratamento para câncer ou que usam medicamentos imunossupressores. Nesses casos, a quarta dose também deve ser feita após quatro meses da terceira dose.

Como será feito o controle pela rede privada?

As clínicas privadas devem conferir as doses que o paciente já tomou e efetuar as devidas orientações.

Qual o preço

O preço de venda do imunizante na fábrica chega aos R$ 151, valor definido pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).

Cada clínica compõe seu preço pelo serviço da aplicação, que pode variar por região. Estima-se que será em média entre R$ 300 e R$ 350 para o consumidor final, em razão de custos com logística, armazenamento, seguro e aplicação.

A embalagem é diferente da vacina da AstraZeneca aplicada na rede pública?

É uma embalagem específica para a venda, diferente das que são aplicadas na rede pública de saúde.

As vacinas aplicadas também constarão no sistema do Ministério da Saúde?

Sim. Todas serão registradas no programa de informações do governo federal, o ConecteSUS, como já acontece com as outras vacinas.

Há previsão para a chegada de outras marcas à rede particular?

Por enquanto, nenhuma outra fabricante sinalizou disponibilidade para o setor privado.

Atualmente, pela rede pública, são aplicadas quatro marcas de vacina no Brasil: CoronaVac, AstraZeneca/Fiocruz, Pfizer e Janssen, conforme orientação para faixas etárias e grupos prioritários.

Quantas clínicas já estão aplicando a vacina da AstraZeneca?

Cada clínica negocia direto com o fabricante e com o distribuidor. Dessa forma, não há dados exatos de quantas clínicas vão comercializar a imunização. Porém, sabe-se que algumas unidades particulares do país já estão recebendo as doses.

Por que a vacina só foi liberada agora para a rede privada?Porque somente agora houve a oferta do imunizante para a rede privada. Isso ocorreu nesse momento devido à queda da lei 14.125/2021, que inviabilizava a venda de doses.

Qual a expectativa do setor?

Espera-se que, com o passar do tempo e o controle da pandemia, a vacina contra a Covid-19 venha a se tornar uma vacina de rotina, como a de gripe, por exemplo.

Acredita-se que em algum momento haverá um estreitamento da faixa etária e grupos vacinados pelo PNI, e assim as clínicas atuarão com o imunizante como complemento e para ser administrado naquelas pessoas não elegíveis, como já acontece na campanha da gripe.

*Com informações do R7 e Estadão Conteúdo

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