A Prefeitura de Florianópolis atualizou na manhã desta sexta-feira (11) a situação dos serviços de saúde diante da greve deflagrada pelos servidores municipais da Capital – dentre eles os profissionais da saúde. O movimento chega ao terceiro dia de paralisações.
Posto do bairro Estreito está funcionando parcialmente, situação compartilhada por outras 34 unidades da Capital – Foto: Gustavo Bruning/NDDas 49 unidades básicas de saúde listadas pela prefeitura de Florianópolis, 35 tem o atendimento afetado em maior ou menor grau pela greve. Não há nenhum posto sem funcionamento.
Dois dos quatro Caps (Centros de Atenção Psicossocial) de Florianópolis atendem parcialmente. Demais serviços (Unidades de Pronto Atendimento, Samu, Lamuf e policlínicas) seguem com todas as atividades mantidas.
SeguirTrabalhadores de diferentes categorias reivindicam o cumprimento dos acordos coletivos e melhora nas condições de trabalho. Em assembleia realizada ne sexta-feira (11), o movimento optou por manter a greve por tempo indeterminado.
O movimento foi considerado ilegal pela Justiça na noite desta quinta (10). Confira abaixo a situação detalhada.
Centro
- Agronômica – Atendendo parcialmente;
- Centro – Atendendo parcialmente;
- Córrego Grande – Atendendo parcialmente;
- Itacorubi – Atendendo totalmente;
- João Paulo -Atendendo parcialmente;
- Monte Serrat – Atendendo parcialmente;
- Pantanal – Atendendo parcialmente;
- Prainha – Atendendo parcialmente;
- Saco dos Limões – Atendendo totalmente;
- Saco Grande – Atendendo parcialmente; e
- Trindade – Atendendo parcialmente.
Continente
- Abraão – Atendendo totalmente
- Balneário – Atendendo parcialmente;
- Capoeiras – Atendendo totalmente;
- Coloninha – Atendendo parcialmente;
- Coqueiros – Atendendo totalmente;
- Estreito – Atendendo parcialmente;
- Jardim Atlântico – Atendendo parcialmente;
- Monte Cristo – Atendendo totalmente;
- Novo Continente – Atendendo parcialmente;
- Sapé – Atendendo totalmente; e
- Vila Aparecida – Atendendo totalmente.
Norte
- Barra da Lagoa – Atendendo parcialmente;
- Cachoeira do Bom Jesus – Atendendo parcialmente;
- Canasvieiras – Atendendo totalmente;
- Ingleses – Atendendo parcialmente;
- Jurerê – Atendendo parcialmente;
- Ponta das Canas – Atendendo parcialmente;
- Ratones – Atendendo totalmente;
- Rio Vermelho – Atendendo parcialmente;
- Santinho – Atendendo parcialmente;
- Santo Antônio de Lisboa – Atendendo parcialmente;
- Vargem Grande – Atendendo parcialmente; e
- Vargem Pequena – Atendendo totalmente.
Sul
- Alto Ribeirão – Atendendo parcialmente;
- Armação – Atendendo parcialmente;
- Caeira da Barra do Sul – Atendendo parcialmente;
- Campeche – Atendendo parcialmente;
- Canto da Lagoa – Atendendo parcialmente;
- Carianos – Atendendo totalmente;
- Costa da Lagoa – Atendendo parcialmente;
- Costeira – Atendendo totalmente;
- Fazenda do Rio Tavares – Atendendo totalmente;
- Lagoa da Conceição – Atendendo parcialmente;
- Morro das Pedras – Atendendo parcialmente;
- Pântano do Sul – Atendendo parcialmente;
- Ribeirão da Ilha – Atendendo parcialmente;
- Rio Tavares – Atendendo parcialmente;
- Tapera – Atendendo parcialmente;
CAPS:
- AD Continente – Atendendo parcialmente;
- AD Ilha – Atendendo totalmente;
- Infantil – Atendendo totalmente;
- Ponta do Coral – parcialmente.
Policlínicas:
- Norte – Atendimento mantido;
- Centro – Atendimento Mantido;
- Continente – Atendimento Mantido;
Outros
- Lamuf (Laboratório Municipal): Atendimento mantido normalmente, nenhum profissional aderiu à greve.
- Samu Municipal: Atendimento mantido normalmente, nenhum profissional aderiu à greve.
- UPAs: Atendimentos mantidos.
Reivindicações
O Sintrasem argumenta que os acordos coletivos foram descumpridos pela prefeitura e exige melhores condições de trabalho. No caso da Comcap, entre diversas queixas, o sindicato aponta que a primeira proposta de data-base do município “ataca cláusulas importantes, como a garantia de emprego e a proibição das terceirizações”.
Na área da saúde, servidores expuseram sobrecarga de trabalho, cancelamento de férias e ausência de valorização salarial ou reconhecimento por parte da atuação na linha de frente de combate à pandemia. Eles também reivindicam melhores condições de trabalho.
A categoria dos profissionais da educação exige o pagamento do piso salarial para professores da rede pública. Outra demanda é a transposição de auxiliares para o quadro do magistério e o cumprimento de acordo coletivo assinado pelo Sintrasem.
Por parte dos assistentes sociais, a principal queixa é o sucateamento dos locais de amparo à população vulnerável, como CRAS (Centro de Referência à Assistência Social), CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) e casas de acolhimento.