Velejador brasileiro segue confinado em Centro de Treinamento no sul da China

Bruno Fontes treina equipe chinesa de vela e aguarda orientações enquanto mantém rotina de treinos físicos e técnicos na ilha de Hainan

Redação ND Florianópolis

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O velejador Bruno Fontes segue confinado no Centro de Treinamento localizado na cidade de Haikou, na Ilha de Hainan, ao Sul da China, distante 1,2 mil quilômetros de Wuhan, cidade onde teve origem a epidemia de coronavírus. Através das redes sociais, o brasileiro tem informado a situação em relação às restrições provocadas pela epidemia. Fontes está na China para treinar a equipe chinesa de vela da classe Laser que disputa o Mundial, em fevereiro, na Austrália.

Bruno Fontes tem utilizado máscara para atravessar a rua para treinar em Haikou. Foto: Reprodução Instagram  @brunofontesoficialBruno Fontes tem utilizado máscara para atravessar a rua para treinar em Haikou. Foto: Reprodução Instagram  @brunofontesoficial

Nesta quarta-feira, Fontes relatou algumas situações que tem sido obrigado a fazer em virtude da epidemia. Uma delas é evitar o contato com pessoas dentro do elevador do Centro de Treinamento. Desta forma, o velejador precisa descer e subir oito andares pelas escadas para ir e voltar dos treinos realizados em frente ao Centro de Treinamento.

Aliás, treinar no mar é única autorização que ele tem para deixar o Centro de Treinamento. “A gente só vai poder velejar de máscara, atravessando a rua, mas ninguém pode ir para rua. Para piorar está frio aqui, mas estamos saudáveis”, afirmou o velejador.

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O velejador desembarcou na China no último dia 19 de janeiro, quando os primeiros casos começavam a ser confirmados em outros países, além da China. Dois dias depois foi proibido de frequentar locais públicos, a exemplo dos atletas que estão no Centro de Treinamento.

No local, Bruno e os atletas contam com três refeições por dia. Além dos treinos, o velejador aproveita para manter a forma física com sessões diárias de levantamento de peso e exercícios de crossfit, outra de suas paixões além da vela.

O velejador aguarda novas orientações, principalmente em relação a viagem para a Austrália, inicialmente marcada para o dia 14 de fevereiro, uma vez que as companhias aéreas começaram a cancelar voos provenientes da China. Apesar de distante de Wuhan, a Ilha de Hainan já tem 43 casos confirmados e uma morte.

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