É essencial estar alerta para os principais sintomas, visando compreender os procedimentos de diagnóstico e tratamento – Foto: DivulgaçãoOs linfomas são um tipo de câncer que afeta os linfonodos, que faz parte do nosso sistema imune. É importante estar atento aos principais sintomas para compreender os métodos de diagnóstico e tratamento.
São encontrados dois tipos de linfomas, o de Hodgkin (constituindo 15% dos casos), que se espalha de forma ordenada de um grupo de linfonodos para outros, e o não Hodgkin (constituindo 85% dos casos) que se espalha de maneira não ordenada e pode começar em qualquer lugar do corpo. Podem apresentar várias características distintas, atingindo pacientes de faixas etárias variadas. As causas não são completamente conhecidas, mas fatores como a genética e a imunossupressão podem desempenhar um papel significativo.
Os principais sintomas envolvem o inchaço dos linfonodos no pescoço ou axilas, por exemplo, como também febre, suor noturno, cansaço e perda de peso sem precedentes. Para ser diagnosticado é preciso uma série de testes que vão desde a biópsia até análises sanguíneas e procedimentos de imagem.
A analista de relacionamento, Julia Graziela Ossemer Franzoi, de Blumenau, teve o diagnóstico de Linfoma de Hodgkin ao fazer o exame para a Covid-19. Através do raio-x do pulmão que apresentou uma mancha branca na região entre o pulmão e o coração – o mediastino, foi notado um nódulo e depois confirmado com a biópsia que era um linfoma de fato.
“Eu já havia sentido esse nódulo uns três meses antes, tinha já muita coceira no corpo todo e não conseguia dormir direito. Não tinha apetite e estava emagrecendo”, relata a analista.
Franzoi passou por quimioterapia e perdeu peso considerável em pouco tempo. Após 12 sessões de quimioterapia no Hospital Santa Catarina de Blumenau, num tratamento multidisciplinar com acesso à psicólogos, nutricionistas e um excelente apoio da enfermagem, Júlia está bem e continua com acompanhamento no hospital.
O tratamento é feito com uma abordagem terapêutica multifacetada e personalizada para cada paciente. O hematologista do HSC Blumenau, Dr. Delson Morilo Langaro, explica que o “tratamento envolve principalmente quimioterapia, podendo ser combinada com radioterapia em casos específicos. Nos últimos anos, surgiram novas modalidades de tratamento, como a imunoterapia, que mostraram melhorias significativas. O OncoHSC e outros grandes centros oferecem essas opções de tratamento avançadas”.
Para o médico, o tratamento do linfoma exige uma atenção especial e uma equipe multidisciplinar para atender os pacientes. “Uma equipe formada por enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutos e farmacêuticos complementam a atuação de uma equipe médica neste cuidado, orientando o paciente em relação à alimentação, atividade física, conciliação de medicações, imunidade, entre outros”, destaca o Dr. Langaro.
Em agosto de 2019, a advogada, Camila Sisa, foi diagnosticada com Linfoma de Hodgkin. Com muita fé, fez todo o tratamento no Hospital Santa Catarina de Blumenau, onde recebeu todo apoio necessário.
“Foi uma fase delicada, com muitas regras e disciplinas. Foram 8 meses de tratamento, com 16 quimioterapias. Já na metade, nos exames não apareciam mais as células cancerígenas”, relata a advogada. Apesar de ter sido a pior fase de sua vida, foi também a de maior aprendizado e empatia.
Após o tratamento bem-sucedido, é essencial manter consultas e exames periódicos para garantir uma recuperação adequada e identificar possíveis alterações que precisem de avaliação.
“O objetivo deste acompanhamento é garantir o bom restabelecimento do paciente após o tratamento e detectar qualquer alteração que precise ser avaliada. O cuidado e a detecção precoce de qualquer alteração é fundamental para manter boa saúde, não esquecendo de 3 tópicos muito importantes: boa alimentação, controle do peso e atividade física regular”, alerta o Dr. Langaro.
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