O Reino Unido decidiu barrar viajantes do Brasil, de Portugal e de outros 14 países por conta da nova variante do coronavírus. A proibição foi anunciada nesta quinta-feira (14) pelo ministro de Transportes, Grant Shapps, e passa a valer a partir desta sexta-feira (15).
Ministro de Transportes citou a nova variante encontrada no Amazonas detectadas em viajantes que passaram pela região e retornaram ao Japão. – Foto: Infraero/Divulgação/ND“Tomei a urgente decisão de proibir as chegadas (…) após a evidência de uma nova variante no Brasil”, disse Shapps em suas redes sociais.
SeguirI’ve taken the urgent decision to BAN ARRIVALS from ARGENTINA, BRAZIL, BOLIVIA, CAPE VERDE, CHILE, COLOMBIA, ECUADOR, FRENCH GUIANA, GUYANA, PANAMA, PARAGUAY, PERU, SURINAME, URUGUAY AND VENEZUELA – from TOMORROW, 15 JAN at 4AM following evidence of a new variant in Brazil. 1/3
— Rt Hon Grant Shapps MP (@grantshapps) January 14, 2021
Além do Brasil e de Portugal, estão barrados os seguintes países: Argentina, Bolívia, Cabo Verde, Chile, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.
O primeiro-ministro Boris Johnson já havia dito, nessa quarta-feira (13), que o Reino Unido buscava formas de se proteger da “variante brasileira” do coronavírus. Ele citou a nova cepa encontrada no Amazonas, encontrada em viajantes que passaram pela região e retornaram ao Japão.
Uma decisão anterior já previa a obrigatoriedade de testes negativos para viajantes vindos do exterior que desembarquem na Inglaterra ou na Escócia, incluindo cidadãos. A medida também passa a valer nesta sexta-feira.
Vacinação no Reino Unido
O Reino Unido está em meio a sua campanha de vacinação e já imunizou 2 milhões de pessoas. Atualmente, o país vacina 200 mil pessoas contra o coronavírus todos os dias, ou 1,4 milhão por semana. Para cumprir a meta proposta de 14 milhões de pessoas até meados de fevereiro, seria necessário aplicar 2 milhões de doses semanalmente.
O Reino Unido conta com duas vacinas contra a Covid-19: o imunizante produzido pela Pfizer em parceria com a BioNTech e a vacina da Universidade de Oxford-AstraZeneca.