Vício em sexo: o que a hiperssexualidade tem a ver com a saúde mental, segundo a ciência

Um estudo confirmou que o vício por sexo pode ser sinal de transtorno bipolar; pesquisadores descobriram ligação entre o comportamento hipersexual e problemas de saúde mental

Redação ND Florianópolis

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Um estudo revelou que há ligação entre o comportamento hipersexual e problemas de saúde mental. A pesquisa confirmou que o desejo sexual, quando anormalmente elevado, pode ser um sinal de transtorno bipolar.

Pessoas com vícios em sexo podem sofrer de bipolaridade Pesquisa descobriu que quase 90% das pessoas bipolares entrevistadas sofrem com períodos de hipersexualidade – Foto: Freepik/Divulgação/ND

A  instituição de caridade Bipolar UK foi a responsável pelo estudo, que teve os resultados publicados no Lancet. Os pesquisadores entrevistaram para o estudo 1500 pessoas com bipolaridade – um problema de saúde mental, que causa alterações extremas de humor.

Eles descobriram que quase 90% das pessoas bipolares sofrem com períodos de hipersexualidade, conhecido como dependência sexual, ou vício em sexo.

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Com a revelação, os especialistas esperam reduzir o tempo para o diagnóstico da doença, que no Reino Unido chega a ser, em média de 9,5 anos, cenário parecido com o registrado no Brasil.

Vício em sexo: o que é transtorno hipersexual

O estudo aponta que pessoas diagnosticadas com transtorno hipersexual apresentam comportamentos caracterizados por fantasias sexuais intensas, muitas vezes angustiantes e perturbadoras.

Para a doutora Clare Dolman, pesquisadora principal e copresidente da Comissão Bipolar, as descobertas representam um passo para compreender os desafios que as pessoas diagnosticadas com bipolaridade enfrentam.

“Isso é crucial porque, uma vez que alguém reconhece que é um sintoma, pode tomar medidas para se proteger caso fique doente novamente e também pode começar a se livrar de qualquer vergonha ou culpa não resolvida”, disse ao tabloide, The Sun, do Reino Unido.

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