Vício em vape levou mulher ao coma com ‘gosma preta’ saindo da boca e nariz: ‘Dormia fumando’

No hospital, os médicos drenaram dois litros de fluidos escuros de seus pulmões e a colocaram em coma induzido por 11 dias

Foto de Gabrielle Tavares

Gabrielle Tavares Florianópolis

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Uma mulher que era tão viciada em vape que até tomava banho com o cigarro eletrônico quase morreu e precisou ficar 11 dias em coma após seus pulmões colapsarem. Jordan Brielle, de 32 anos, foi levada às pressas para um hospital de Londres após o marido a encontrar inconsciente, com uma gosma preta saindo de sua boca e nariz.

Mulher viciada em vape precisou ficar em coma por 11 dias Mulher viciada em vape precisou ficar em coma por 11 dias – Foto: Reprodução/ND

De Ohio, nos Estados Unidos, a mulher começou a fumar ainda adolescente e, em 2021, trocou o cigarro convencional pelo vape.

Dois anos após o novo vício, ela começou a sentir um peso no peito e procurou atendimento médico algumas vezes, mas nunca interrompeu o hábito.

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“Eu estava completamente viciada. Eu fumava tanto que dormia com o vape e o levava para o banho”, disse Jordan, ao Daily Mail.

Até que, em maio deste ano, seu marido a encontrou inconsciente na cama, com uma “gosma preta” escorrendo de seu nariz e boca.

No hospital, os médicos drenaram dois litros de fluidos escuros de seus pulmões e a colocaram em coma induzido por 11 dias.

Mulher tem vício desde a adolescênciaMulher tem vício desde a adolescência – Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal/ND

Desde então, a mulher nunca mais fumou o cigarro eletrônico e agora alerta as pessoas a evitarem esse hábito.

Apesar de largar o vício, o pulmão da mulher estava extremamente danificado e ainda corre risco de colapsar novamente.

Perigos do vape

Uma pesquisa publicada na revista científica World Journal of Oncology apontou que pessoas que utilizam o vape são diagnosticadas com câncer pelo menos 20 anos antes do que o público que consome os cigarros tradicionais.

Cigarros eletrônicos possuem nicotina e podem causar câncer Cigarros eletrônicos possuem nicotina e podem causar câncer – Foto: Yeko Photo Studio/ND

Embora os componentes do vapor do cigarro eletrônico sejam diferentes dos cigarros de tabaco tradicionais, os estudos sugerem que o formaldeído, o acetaldeído e as espécies reativas de oxigênio estão presentes em concentrações suficientes para causar danos inflamatórios às vias aéreas e aos tecidos pulmonares.

A AMB (Associação Médica Brasileira) alerta que a maioria absoluta dos vapes contém nicotina – droga psicoativa responsável pela dependência e que, ao ser inalada, chega ao cérebro entre sete e 19 segundos, liberando substâncias químicas que trazem sensação imediata de prazer.

De acordo com a entidade, nos cigarros eletrônicos, a nicotina se apresenta sob a forma líquida, com forte poder aditivo, ao lado de solventes (propilenoglicol ou glicerol), água, flavorizantes (cerca de 16 mil tipos), aromatizantes e substâncias destinadas a produzir um vapor mais suave, para facilitar a tragada e a absorção pelo trato respiratório.

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