Mesmo com o cancelamento dos desfiles oficiais e blocos de Carnaval este ano na Capital, por conta da pandemia da Covid-19, a região Central de Florianópolis contou com registros de aglomerações de moradores e turistas que se deslocaram para a Capital durante o feriado.
Pessoas lotaram o Centro de Florianópolis. – Foto: Reprodução/NDRuas ficaram lotadas próximas de bares, que tiveram seus funcionamentos limitados depois da atuação da PM (Polícia Militar). O local de maior concentração, como é de costume, foi o calçadão da avenida Hercílio Luz.
Quatro bares foram orientados a fechar entre 20h e 20h30, sem poder atender clientes do lado de fora da porta. A PM justificou que o problema está na documentação dos bares, tanto para a ocupação da via pública quanto para o tempo de funcionamento.
SeguirO prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, se manifestou pela internet. Ele negou que o município tenha dado qualquer ordem para retirada de mesas ou mudanças nas autorizações para ocupação da rua.
“As autorizações para mesas e cadeiras na Hercílio Luz não mudaram. Segue como sempre foi. Da minha parte, jamais proibimos. Pelo contrário: nós reformamos o canteiro da avenida e autorizamos o uso do espaço. Portanto, não houve nenhuma ordem de proibição da prefeitura”, afirmou Loureiro.
A região das ruas Victor Meirelles, Nunes Machado, General Bittencourt e parte da avenida Hercílio Luz ficou lotada com jovens que aproveitaram a noite de sexta-feira e de sábado, conforme mostram imagens que circularam na internet.
Apesar da quantidade de pessoas, não se tratava de evento organizado ou de uma festa de Carnaval. Centenas de pessoas se reuniram para beber na rua e frequentar os espaços que já possuem grande movimento em semanas normais.
O fluxo de pessoas era grande quando policiais realizaram a dispersão do público durante o início da madrugada de sábado. As intervenções, segundo a PM, foram pacíficas e os jovens respeitaram a presença da força policial.
Assista:
Vídeo mostra aglomerações durante o Carnaval. – Vídeo: Reprodução/ND
Apoio às ações e policiais e aos estabelecimentos
O vice-presidente do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) do Centro de Florianópolis, Rodrigo Marques, faz questão de registrar o apoio “incondicional” a todas as ações que visem a lei e a ordem na cidade, “no que tange ao cumprimento do decreto evitando bailes de Carnaval”.
Ele ressalta, no entanto, que o Conselho também conta com a “sensibilidade” das autoridades “para entender que são setores que passaram por um período muito difícil, por conta da pandemia, e que tem empresários bastante sérios que querem com certeza ajudar as forças de segurança a manter a lei e a ordem, até porque é o que interessa os negócios legalizados”.
Rodrigo Marques destaca ainda que boa parte das concentrações flagradas no Centro da cidade não são provocadas pelos bares situados nos locais. “E sim de muitos vendedores de combo, de bebidas alcoólicas, de ambulantes, que ficam nas imediações fazendo venda desse tipo de material e obviamente criando essas aglomerações em volta”, afirma.
Carnaval movimentado em Florianópolis. – Foto: Marco Santiago/NDO vice-presidente do Conseg Centro ainda cita a importância das manifestações do 4º Batalhão da PM e da prefeitura sobre as ocorrências, e garante que todos os empresários da região estão cientes das ações do conselho e participam regularmente das reuniões.
PM diz que não existem alvarás que permitam colocar mesas no vão central da avenida
A Polícia Militar emitiu uma nota no sábado, em que esclareceu pontos sobre as ocorrências. O 4º Batalhão salienta que a Prefeitura de Florianópolis “não apoia ou apoiaria” o Carnaval, e não promove eventos ou qualquer tipo de programação pública.
Também destaca que o município não emitiu novos alvarás de eventos para o feriado de Carnaval. “Apenas aqueles espaços que já tem um alvará vigente para que possam ter eventos, como clubes ou espaços privados de eventos, poderão fazê-lo”, diz o comunicado.
Com relação aos registros de aglomeração na avenida Hercílio Luz, a instituição afirma que representantes da Susp (Superintendência de Serviços Públicos) e a Secretaria de Segurança do município “reforçaram que não seriam permitidas a colocação de mesas no vão central da avenida, evitando assim, ocupação e criação de eventos paralelos. Não existem alvarás amplos nesse sentido”.