Em Santa Catarina, nesta sexta-feira (18), para a inauguração de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em Criciúma, no Sul do Estado, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pediu que as pessoas que estavam presentes no evento e tivessem tomado a vacina contra o coronavírus levantassem a mão.
Ministro Marcelo Queiroga, de 56 anos, não levantou a mão, mas já está imunizado – Foto: Reprodução/NDO mais rápido no gatilho foi o vereador de Criciúma, Daniel Antunes (PSL). O prefeito Clésio Salvaro (PSDB) – que já chamou de bobo quem não toma o imunizante – foi discreto, mas levantou o dedo.
A deputada federal Geovânia de Sá (PSDB) levantou as duas mãos. Não é possível ter certeza pelo vídeo, mas parece que o deputado federal Daniel Freitas (PSL) não se manifestou.
SeguirO ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que segurava um caderno, não levantou as mãos.
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Em setembro do ano passado, o ministro, que é médico e tem 56 anos, tomou a segunda dose. Naquele mês, teria aconselhado o presidente Jair Bolsonaro (PL) a fazer o mesmo. Publicamente, Bolsonaro diz que não tomou o imunizante.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga – Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/NDPreocupação com pós-covid
Às vésperas da visita, o Ministério da Saúde anunciou quarta-feira (16), que vai repassar cerca de R$ 160 milhões para o atendimento de pessoas com sintomas pós-Covid.
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A pasta calcula que cerca de 10 milhões de pacientes já tenham sido afetados por esta condição no Brasil.
O valor poderá ser aplicado no reforço da Atenção Primária nos municípios. Dentre as ações propostas pelo Ministério da Saúde estão, por exemplo, a busca ativa, o diagnóstico, o tratamento e o monitoramento de casos de covid longa e a orientação da população sobre o tema.
Os sintomas mais comuns da covid longa, segundo a Saúde, são
- Cansaço
- Falta de ar diante de esforços
- Tosse
- Dor torácica
- Perda de olfato e paladar
- Cefaleia
- Alterações de memória
- Déficit cognitivo
- Ansiedade e depressão
Estima-se que cerca de 8,5 milhões de indivíduos poderão apresentar ao menos uma condição pós-covid. A gente sabe que esse número é maior, com certeza passa de 10 milhões de pessoas, segundo dados do SUS.
Durante o anúncio da portaria que vai liberar o repasse de R$ 160 milhões, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que está havendo “uma estabilização do número de casos da variante Ômicron, com uma tendência de queda”.
“A média móvel de óbitos ainda é uma média móvel em torno de 800 casos por dia”, disse. “Se nos lembramos da variante gama, houve dias com mais de 3 mil casos de média.”