Um bebê de 60 dias foi salvo de um engasgo por um bombeiro militar, que orientou por telefone os procedimentos de primeiros socorros. O caso aconteceu em São Miguel do Oeste, em Santa Catarina, no dia 26 de abril. Por volta das 18:57, o Corpo de Bombeiro Militar do município recebeu uma ligação pedindo ajuda. A menina estava engasgada após engolir secreções do próprio corpo enquanto tomava banho.
“Viu, vem rápido! Eles deram banho na nenê, e a nenê engoliu água. Eu tô fazendo de tudo para ela voltar” dizia Ivone, vizinha que em desespero tentava ajudar os pais da criança, do outro lado da linha.
O que parecia ser um dia normal de plantão da corporação, acabou se tornando um dia inesquecível para a família da recém-nascida Sofia Vitória, e para a equipe de salvamento.
SeguirA menina, que se afogou enquanto tomava banho, foi levada pelo pai até a casa da vizinha que, imediatamente, iniciou as manobras indicadas em caso de asfixia.
Sem sucesso, a vizinha ligou para o Corpo de Bombeiros e foi atendida pelo Sargento Ulisses, que estava de plantão.
Imediatamente, as instruções foram passadas para desobstruir as vias aéreas da criança.
“Coloca ela de bruços no teu braço, com o rostinho na tua mão, e inclina um pouco para baixo”, instruiu o bombeiro. “Agora dá os tapinhas nas costas, bem suave”, conduziu Ulisses.
O bombeiro então questiona, “Ela está voltando? Ela voltou”? A vizinha respondeu que não e seguiu com as orientações até o bebê começar a dar sinais de reanimação.
Ao mesmo tempo, a cerca de 50 km de distância, o Sargento acionou a ambulância e socorristas do município de Maravilha para se deslocarem até a residência da vítima.
Quando a equipe de socorristas chegou ao local, Sofia Vitória já estava bem.
Uma semana após a ocorrência, todos os bombeiros envolvidos no atendimento voltaram até a casa da família em um encontro emocionante. A mãe da menina conta como tudo aconteceu.
“Eu perdi meu chão, não tive reação nenhuma”, afirma. “Nós estávamos dando banho nela no quarto, ele [o pai da menina] saiu com ela para fora, fui atrás da dona da casa para nos ajudar, porque não tive reação nenhuma”, continua. “Era uma coisa simples, dar banho nela, fazemos todo dia e do nada, em um piscar de olhos, aconteceu”, explicou.