VÍDEOS: Famílias queimam corpos de parentes nas ruas após aumento de casos de Covid na China

Custo das cremações aumenta e obriga famílias chinesas a queimar familiares por conta própria; vídeo que circula nas redes sociais mostra caixões em chamas

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R7 São Paulo

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A explosão de infecções por Covid-19 na China fez com que famílias precisassem cuidar da cremação de parentes por conta própria. Vídeos de chineses queimando seus entes queridos nas ruas ganham notoriedade nas redes sociais e acendem alerta de especialistas para a doença no país.

Vídeos mostram famílias chinesas cremando próprios familiares em ruas – Foto: Twitter/Reprodução/NDVídeos mostram famílias chinesas cremando próprios familiares em ruas – Foto: Twitter/Reprodução/ND

O “boom” nas infecções foi em decorrência da suspensão da política de Covid zero, em Pequim, no último mês. Após três anos de restrições rigorosas, a flexibilização fez com que o número de casos da doença disparasse no país.

Aumento dos preços

A sobrecarga de cadáveres em funerárias e hospitais levou ao aumento no custo das cremações em meio ao crescimento da demanda — o que, aparentemente, levou algumas famílias a resolver o problema por conta própria, segundo o Daily Mail.

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Em um vídeo publicado nas redes sociais, que parece ter sido feito em uma área rural, um caixão de madeira é visto em chamas.

Em outro registro, que teria sido feito em Xangai, um grupo de pessoas aparece ao redor de uma pira improvisada em um estacionamento. Mais duas imagens da cidade mostram famílias colocando corpos em lençóis antes de atear fogo neles.

Uma captura de tela postada na plataforma de mídia social chinesa Weibo mostra uma mensagem de um homem que conta a seus vizinhos que seu pai havia morrido. No entanto, ele disse que não podia pagar pelos serviços funerários e que iria “encontrar um espaço aberto” para queimar o corpo.

Outro usuário chinês escreveu no Weibo que os cidadãos “não podiam se dar ao luxo de viver presos” e agora “não podem se dar ao luxo de morrer” devido ao aumento dos custos, informou a Bloomberg.

Segundo a agência de notícias, uma cremação na capital chinesa pode ser organizada em três dias a um custo de 68 mil yuans (R$ 53,8 mil), enquanto um serviço no mesmo dia custaria 88 mil yuans (R$ 69,7 mil). Normalmente, custaria alguns milhares.

“Os corpos estão transbordando por toda parte”, disse o funcionário à Bloomberg.

Número de mortos

A Airfinity, pesquisadora de saúde com sede em Londres, acredita que mais de 9.000 pessoas estão morrendo da doença todos os dias na China. Esse número pode subir para 25 mil quando as pessoas começarem a viajar pelo país para as comemorações do Ano Novo Lunar.

Com isso, a companhia espera que os casos da China atinjam seu primeiro pico em 13 de janeiro, com 3,7 milhões de infecções diárias, e alertou que o número de mortes nos próximos meses pode chegar a 2,1 milhões.

As autoridades chinesas afirmam que apenas 5.250 mortes foram registradas durante toda a pandemia, o que é negado também pela população.

“Isso é totalmente ridículo”, disse um morador de Pequim, de 66 anos, que só deu seu sobrenome, Zhang. “Quatro dos meus parentes próximos morreram. Isso é apenas de uma família. Espero que o governo seja honesto com as pessoas e com o resto do mundo sobre o que realmente aconteceu aqui”.

As autoridades globais de saúde tratam os números da China com ceticismo enquanto tentam impedir a propagação do vírus.

*Com informações do portal R7

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