PF apreende R$ 11 milhões ligados ao tráfico de cocaína em Santa Catarina

Operação Jóias do Oceano da Polícia Federal teve ações em Itapema e Joinville

Isabela Corrêa Itajaí

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A segunda fase da operação Jóias do Oceano, da Polícia Federal (PF), apreendeu R$ 11 milhões em bens ligados a esquema de tráfico internacional de cocaína pelos portos de Santa Catarina. As apreensões em imóveis e veículos de luxo foram feitas nesta sexta-feira (21), em Itapema e Joinville.

Sítio envolvido na lavagem de dinheiro do tráfico de cocaína em Joinville – Foto: Polícia Federal de ItajaíSítio envolvido na lavagem de dinheiro do tráfico de cocaína em Joinville – Foto: Polícia Federal de Itajaí

Primeira fase | operação Jóias do Oceano

As investigações iniciaram em 2017, quando a PF identificou bens pertencentes a um indivíduo preso naquele ano. Ele foi condenado por liderar uma organização criminosa que exportou mais de oito toneladas de cocaína para países como Bélgica, Holanda, Itália, Espanha, Turquia e México. A “exportação” foi feita através dos portos de Itajaí e Navegantes.

A primeira fase da operação identificou a lavagem de bens do tráfico. Em julho do ano passado, foram apreendidos mais de R$ 75 milhões em apartamentos, casas e veículos de luxo do grupo criminoso. Também foram cumpridos, 32 mandados de busca e apreensão.

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Segunda fase
| operação Jóias do Oceano

Cobertura de luxo apreendida em Itapema – Foto: Polícia Federal de ItajaíCobertura de luxo apreendida em Itapema – Foto: Polícia Federal de Itajaí

Novas buscas identificaram
outros bens e valores ocultados pelo investigado, através de laranjas e empresas. A quadrilha usava dinheiro do tráfico para adquirir bens luxuosos: um apartamento e uma cobertura de luxo na cidade de Itapema.

Em Joinville o grupo tinha um clube recreativo, terrenos, sítio, motorhome utilizado em rodeios e feiras de exposição, e valores aplicados como investimento em uma rede de laboratórios clínicos.

Motorhome utilizado em rodeios e feiras de exposição – Foto: Polícia Federal de ItajaíMotorhome utilizado em rodeios e feiras de exposição – Foto: Polícia Federal de Itajaí

Os investigados responderão pelo crime de lavagem de dinheiro, previsto na Lei nº 9.613/98, que prevê pena de três a 10 anos de prisão. A PF aguarda autorização judicial para que os bens sejam leiloados, e o valor revertido aos cofres públicos.

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