Onze pessoas foram presas, cinco delas em flagrante, durante a operação Tráfico SA, deflagrada nesta sexta-feira (19). A ação contou com a participação de 150 policiais civis. Os alvos da investigação eram pessoas ligadas ao tráfico de maconha e cocaína e que atuavam na Grande Florianópolis e no Litoral Norte de Santa Catarina.
De acordo com o delegado Walter Loyola, a Polícia Civil conseguiu “mapear alguns criminosos que faziam parte de uma quadrilha. Além de fazer o tráfico de drogas, eles estavam utilizando algumas empresas para fazer a lavagem do dinheiro. Empresas essas que estavam em nomes de terceiros para não levantar qualquer tipo de suspeita. A gente conseguiu a suspensão das atividades dessas três empresas, conseguimos o bloqueio das contas bancárias de todos os investigados, o sequestro dos bens móveis e imóveis dos investigados”.
Segundo a delegacia de combate ao tráfico na Capital, a quadrilha atuava em Florianópolis, São José, Palhoça, Biguaçu, Tijucas, Itajaí e Balneário Camboriú. O núcleo central tinha como base a distribuição das remessas de drogas na região Norte de Florianópolis.
“Eles compravam entorpecentes em grandes quantidades e revendiam para traficantes do Norte da Ilha. Com o dinheiro dessa venda, eles injetavam nas empresas para poder encobrir o dinheiro do tráfico de drogas”, explicou o delegado Loyola.
Drogas, balanças de precisão, uma arma, munições, dinheiro, veículos de luxo e documentos foram apreendidos na operação e estão à disposição da Justiça. Ao longo da investigação, três empresas foram identificadas como sendo usadas para lavagem de dinheiro: uma em São José, uma em Florianópolis e outra em Balneário Camboriú.
Informações preliminares indicam que essas empresas eram de venda de lanches e alimentos, bebidas e também uma tabacaria. Os bens apreendidos estão avaliados em aproximadamente R$ 2 milhões. São desde automóveis de luxo até um apartamento de alto padrão.
Segundo o delegado, “a lavagem de dinheiro, não vão ser todas as pessoas que vão ser indiciadas, porque apenas uma parte da quadrilha exercia a lavagem de dinheiro. A parte que seriam os cabeças. Mas existia toda uma quadrilha que fazia a questão da venda dos entorpecentes diretamente aos usuários de drogas”.
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