Ônibus, trem e BRT incendiados: vídeos mostram cenário de guerra após ataques de milícia no RJ

Ataque da milícia foi resposta à ação da Polícia Civil que matou Matheus Rezende, sobrinho do miliciano Zinho, um dos mais procurados do Rio

Daniela Ceccon Florianópolis

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Pelo menos trinta ônibus do transporte público do Rio de Janeiro foram incendiados nesta segunda-feira (23), após a morte do sobrinho do miliciano Zinho. Vídeos mostram um cenário de guerra na capital fluminense (veja mais abaixo).

O ataque na Zona Oeste teria acontecido em resposta à ação da Polícia Civil que baleou Matheus Rezende, conhecido como Faustão, na comunidade Três Pontes.

Ação criminosa ocorreu em resposta à morte de sobrinho de miliciano famoso no RJ - Foto: Reprodução/Redes Socias/NDAção criminosa ocorreu em resposta à morte de sobrinho de miliciano famoso no RJ – Foto: Reprodução/Redes Socias/ND

O suspeito chegou a ser socorrido, juntamente a um comparsa, e levado para o Hospital Pedro II, mas não resistiu aos ferimentos. As informações são do Portal R7.

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Segundo a polícia, Matheus é apontado como o segundo homem na hierarquia da milícia na região.

Ataque suspendeu o BRT

A cidade do Rio entrou em estágio de mobilização por volta das 16h50 devido aos ataques. Esse é o segundo nível — em uma escala de cinco —, que considera os riscos de ocorrências de alto impacto no município.

A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros também foram acionados para conter as chamas. Por segurança, as linhas do corredor Transoeste seguem interrompidas na cidade.

O porta-voz da Rio Ônibus, empresa que coordena o BRT, disse que, além dos ônibus queimados, há barricadas e vias interditadas.

A situação afeta a volta de cariocas para casa, já que as empresas decidiram recolher ou parar os coletivos. Não há informação de feridos.

Sobrinho de chefe de milícia

O homem morto pela polícia do Rio é sobrinho de Luis Antônio da Silva Braga, um dos criminosos mais procurados do Estado do Rio de Janeiro.

Ele assumiu a liderança da milícia que atua na zona oeste após a morte do irmão, que também era miliciano, Wellington da Silva Braga, o Ecko, em 2021.

Veja vídeos dos ataques da milícia no Rio

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