Diogo de Souza diogo.souza@ndmais.com.br

Olhar atento sobre a Grande Florianópolis. Informação, apuração, bastidores e tudo o que impacta no cotidiano da sociedade

A polêmica decisão que veta a PMSC de fazer operações no Restaurante Popular de Florianópolis

Justiça de Santa Catarina expediu uma decisão que impede a PMSC de realizar abordagens e operações dentro do Restaurante Popular; pedido é da Defensoria Pública do Estado e da União

Receba as principais notícias no WhatsApp

A Justiça de Santa Catarina expediu uma determinação que impede a PMSC (Polícia Militar de Santa Catarina) de realizar abordagens dentro do Restaurante Popular, em Florianópolis.

  • 1 de 2
    Restaurante Popular de Florianópolis; situação na região é grave - LEO MUNHOZ/ND
    Restaurante Popular de Florianópolis; situação na região é grave - LEO MUNHOZ/ND
  • 2 de 2
    Operação policial no Restaurante Popular apreendeu oito facas - Reprodução/ND
    Operação policial no Restaurante Popular apreendeu oito facas - Reprodução/ND

A decisão foi assinada pela desembargadora Hildemar Meneguzzi de Carvalho depois que a Defensoria Pública do Estado e da União ingressaram com um recurso coletivo, contra um ato promovido pelo 4º Batalhão da Polícia Militar, que deflagrou uma operação denominada Choque de Ordem, em fevereiro de 2024.

O acórdão ainda prevê que esses trabalhos só poderão ser executados diante de flagrante delito ou ordem judicial que, nesse caso, terá que ser imediatamente informada de maneira específica e individualizada.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Segundo a Defensoria Pública, as operações resultaram em abordagens às pessoas em situação de rua “de forma massiva e generalizada”.

É importante lembrar que, em uma das operações realizadas pela polícia, no começo do ano, foram apreendidos 19 objetos cortantes entre facas, michas e tesouras.

Uma decisão polêmica e, no mínimo, controversa frente ao resultado dos trabalhos policiais.

Para o comandante do 4º Batalhão, coronel Rodrigo Serafin, a decisão que não será recorrida. “É bem complicado engolir essa situação. A gente quer trabalhar, fazer acontecer. Somos cobrados por não agir preventivamente. É difícil”, lamentou.

Tópicos relacionados