Abaixo da média nacional, Criciúma registra nove assassinatos e mantém queda nos índices

Cidade encerra 2021 com apenas um caso sem resolução

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Redação ND Criciúma

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Pelo segundo ano consecutivo, a cidade de Criciúma, no Sul catarinense, registra nove assassinatos em seu território. O dado é bem inferior à média nacional.

Criciúma apresenta queda desde 2016 no índice de assassinatos  – Foto: PCSC/Divulgação/NDCriciúma apresenta queda desde 2016 no índice de assassinatos  – Foto: PCSC/Divulgação/ND

Conforme o Atlas da Violência, promovido pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), no Brasil este ano a cada 100 mil habitantes registrou-se 10,7 homicídios.

Já em Criciúma, se aplicado o cálculo, foram cerca de quatro homicídios para cada 100 mil habitantes. O mesmo valor foi registrado em 2020 na cidade.

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Segundo a Polícia Civil, Criciúma já apresenta uma queda no índice de assassinatos desde 2015 e registra, ao mesmo tempo, um aumento na taxa de elucidação.

Por exemplo, em 2015, foram 59 mortes violentas intencionas na cidade, dessas 48 esclarecidas, obtendo um índice de resolução de 81%. Já em 2016 houve uma redução. Criciúma teve 37 assassinatos, sendo 31 esclarecidos. A taxa de elucidação foi de 83%.

Em 2017, foram 20 mortes violentas intencionais, sendo 16 esclarecidas, ou seja, houve um êxito de 80% na elucidação dos casos. No ano seguinte, um acréscimo: a cidade teve 24 assassinatos, esclarecendo 23 deles (95% de resolubilidade).

Já em 2019 foram 25 mortes violentas intencionais, sendo 21 esclarecidas, obtendo assim 84% de resolução. Em 2020, acontece uma queda drástica: Criciúma registra apenas nove assassinatos e todos são elucidados.

Neste ano, o número foi mantido. A cidade do Sul catarinense contabilizou seis homicídios, um latrocínio e duas mortes por confronto com a polícia. Dos nove assassinatos, oito já foram solucionados. Um segue em aberto.

Esse é o caso da morte do morador de Criciúma Marcelo Botelho Martins, de 48 anos, no dia 14 novembro. De acordo com o delegado André Milanese, o crime ainda segue em investigação, mas já alcançou 88% de resolubilidade.

Relembre o caso

Marcelo foi morto em novembro por dois criminosos em uma motocicleta, após sair do trabalho, no bairro Quarta Linha. A dupla efetuou três disparos contra o morador e fugiu do local.

Marcelo morava com a mãe de 82 anos no município, não possuía antecedes criminais e, segundo familiares, era uma pessoa tranquila. “Ele tinha como perfil ser uma pessoa pacata. Não costumava entrar em discussões e tinha uma rotina limitada”, conta a cunhada Priscila Andreia Silvério.

Formado em Administração, Marcelo trabalhava há mais de dois ano na Cerâmica Elizabeth e intercalava com o trabalho de vendas de eletrônicos pela internet. “Ele saia pouco também, alguns pagodes ou reuniões e eventos de um desses grupos do movimento negro que participava, no mais só reuniões familiares mesmo”, lembra Priscila.

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