Abatedouro ilegal vendia carne de cavalo em municípios do Sul de SC

Local foi fechado pela Vigilância Sanitária e Polícias Militar e Civil em Lauro Müller; uma pessoa foi presa e a suspeita é de que as carnes eram vendidas em Tubarão e Braço do Norte

Redação ND Criciúma

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Um abatedouro ilegal que vendia carne de cavalo foi fechado, nesta terça-feira (22), no bairro Rancho Queimado, em Lauro Müller. A Vigilância Sanitária do Município, juntamente com as Polícias Militar e Civil foram até o local onde constaram a atividade e prenderam uma pessoa em flagrante.

“Foi uma denúncia feita a um ano que estávamos monitorando. Duas vezes por semana passávamos na comunidade para ver se pegava algo e ontem (22) isso aconteceu. Então chamamos a polícia. Eles estavam abatendo um animal embaixo de uma lona e o desmontado. Alguma peças já haviam sido embarcadas”, conta o coordenador da Vigilância Sanitária de Lauro Müller, José Ceron.

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Abatedouro ilegal vendia carne de cavalo no Sul de Santa Catarina – Foto: Divulgação/Vigilância Sanitária/NDAbatedouro ilegal vendia carne de cavalo no Sul de Santa Catarina – Foto: Divulgação/Vigilância Sanitária/ND

Segundo ele, as suspeitas são de que as carnes eram vendidas nas cidades de Tubarão e Braço do Norte, mas não se sabe ainda para quais estabelecimentos. Agora a Polícia Civil investiga o caso. Antes da abordagem, ainda, alguns homens conseguiram escapar.

“No local encontramos bastante carcaças de cavalo, de 10 a 12. Temos certeza de que, pelo menos, a um ano estava funcionando o local. Passamos um alerta para a Cidasc, também”, conta Ceron.

Dono do local não permitiu entrada dos policiais

Durante a abordagem, homem que foi preso e dono da propriedade onde ocorria os abates, não permitiu a entrada dos policiais e fiscais da vigilância, pediu um mandado de busca e apreensão para o local e chegou a chamar um advogado.

Diversas carcaças de cavalo foram encontradas no local – Foto: Vigilância Sanitária/Divulgação/NDDiversas carcaças de cavalo foram encontradas no local – Foto: Vigilância Sanitária/Divulgação/ND

“Sem a certeza do flagrante, os policiais militares, então, circularam a propriedade e em um terreno do lado que pertence à uma mineradora, conseguiram ver a estrutura onde era feito o abate e aí a polícia entrou na propriedade, já que o material visto configurava flagrante”, conta o comandante do 3º Pelotão de Polícia Militar de Orleans, o segundo tenente, Henrique Carrer Arent.

O homem foi encaminhado para a Central de Flagrantes da Polícia Civil, em Criciúma. O caso configura diversos crimes como venda de carne sem procedência, maus tratos à animais, crime ambiental, furto de animais e receptação, tendo em vista que o homem preso não sabia a procedência de alguns cavalos.