Uma academia de ginástica localizada no Balneário Estreito, na região Continental de Florianópolis, está envolvida em uma polêmica após o dono fechar o espaço sem aviso prévio e “sumir” sem dar satisfação a alunos, funcionários e ao proprietário do prédio. Ao menos três boletins de ocorrência foram registrados na polícia.
Academia fechou as portas sem aviso prévio – Foto: Google Street View/Reprodução/NDPelas redes sociais, a Nova Forma Academia informou que estaria em reforma de 1º de janeiro a 10 de janeiro de 2023. No entanto, frequentadores do espaço se depararam com o local fechado após essa data.
Ao tentar contato com a academia, os alunos teriam recebido uma mensagem automática informando sobre o encerramento das atividades em 9 de janeiro. A mensagem dizia ainda que os clientes não sofreriam prejuízos, pois outra academia iria recepcioná-los e os planos seriam mantidos.
SeguirFrequentadores alegam que não conseguem mais contato com o dono e que saíram no prejuízo pelo fechamento repentino por pagar antecipadamente as mensalidades do estabelecimento após firmarem planos anuais. O homem teria inclusive levado equipamentos de funcionários.
Diogo Luiz Bizatto frequentou a Nova Forma Academia por quase dois anos. Ele conta que renovou o plano para frequentar o espaço em 2023, mas encontrou o local fechado após a falsa reforma.
“Recebemos aviso do dono de que a academia estaria fechada para reforma. Chegamos para malhar após o período da reforma e a academia não existia mais”, revela Bizatto.
O dono estaria bloqueando clientes que o questionam pelo celular sobre o fechamento da unidade. A reportagem tentou contato nos números de telefone disponibilizados no site da academia, mas não obteve retorno.
Polícia investiga o caso
O delegado Márcio Fortkamp, da Delegacia de Polícia do Continente, informou que as pessoas que registraram os boletins de ocorrências serão ouvidas a fim de esclarecer o que aconteceu.
“A academia estava estabelecida no local há muito tempo. Algum fato anormal aconteceu. Vamos ouvir as pessoas até para que possamos afastar a hipótese da não ocorrência de um crime”, explica Fortkamp.