Há exatos 75 anos, Santa Catarina foi cenário do maior desastre aéreo do Brasil até então. Na chuvosa tarde de 6 de junho de 1949, um avião da FAB (Força Aérea Brasileira), colidiu com uma rocha no Morro do Cambirela, em Palhoça, na Grande Florianópolis.
A aeronave, que vinha do Rio de Janeiro, tinha como destino Uruguaiana, no Rio Grande do Sul. No avião estavam 28 ocupantes, seis tripulantes e 22 passageiros. Ninguém sobreviveu.
Bimotor protagonizou o maior acidente aéreo da época, matando 26 pessoas – Foto: Biblioteca Central/Padre Aloísio Kolberg/NDO avião era robusto, um símbolo de sucesso da aviação desde que fora utilizado na Segunda Guerra pelos americanos, mas se despedaçou com o choque, arremessando corpos e pedaços do motor a centenas de metros.
SeguirComo aconteceu o acidente com o avião da FAB
Às 13h50 do dia 6 de junho de 1949, o comandante do Douglas C-47 2023 da FAB decolou do aeroporto Hercílio Luz, onde havia feito parada para conexão, em direção ao Norte, tangenciando para a esquerda, como era de praxe, e tomando o rumo ao Sul.
O avião pertencia ao 2º GT (Grupo de Transporte) da FAB, era do CAN (Correio Aéreo Nacional) e fazia o trajeto frequentemente. Menos de dez minutos depois de levantar voo comunicou à torre de controle que tinha dificuldades devido às más condições climáticas.
Pedra da Bandeira, ponto exato onde a aeronave Douglas C-47, da FAB, bateu com a asa direita – Foto: Diogo de Souza/NDFoi o último contato com os controladores de voo, em Florianópolis, instantes antes de se chocar contra a chamada Pedra da Bandeira, já no alto do morro, e se esfarelar na encosta do Cambirela, a mais de 800 metros acima do nível do mar.
28 pessoas morreram no acidente com o avião da FAB – Foto: Biblioteca Nacional Digital/NDO socorro demorou cerca de 25 horas para chegar ao local da área onde ocorreu a queda. As comunidades próximas auxiliaram as equipes de resgate para o acesso.
Conforme os registros, a operação de resgate e identificação dos envolvidos no acidente, durou quatro dias.
Expedição do exército homenageia vítimas
Nesta data, em 2o23, o 63º Batalhão de Infantaria do Exército, na capital, prestou uma homenagem às vítimas do sinistro.
Bandeira do Brasil e de Santa Catarina hasteadas no alto do Morro do Cambirela – Foto: Leo Munhoz/NDO comando do BI se deslocou até o alto do gigante Cambirela — que tem 1.043 metros — para inaugurar uma placa, hastear uma bandeira e fazer as devidas condolências.