O acidente com pescadores em Florianópolis completou dois meses neste sábado (14). Desde agosto, o corpo de um deles foi encontrado. No entanto, a Marinha não encontrou o segundo homem e não descobriu a causa do acidente.
Orlando Lemos e William Paredes saíram para pescar anchovas em mar aberto em 14 de agosto. – Foto: Reprodução/ NDNa manhã de 14 agosto, Orlando Lemos, 78 anos, e Willien Paredes, de 28, saíram para pescar no Norte da Ilha e não retornaram. O corpo do mais jovem foi encontrado cinco dias depois.
Segundo familiares de Orlando, o comerciante aposentado saiu para pescar anchovas no mar aberto, o que já era uma prática comum. No entanto, o barco não retornou. Dois meses após o acidente, Orlando não foi encontrado.
SeguirProcurada, a família dos pescadores não retornou até a publicação da matéria.
Marinha não sabe o que causou naufrágio de pescadores
Segundo a Capitania dos Portos de Santa Catarina, dois meses após o desaparecimento dos pescadores não teve a causa conhecida.
A razão, segundo a Capitania dos Portos, é que assim como o segundo pescador desaparecido, a embarcação em que os dois estavam não foi encontrada.
Um inquérito para apurar as causas do naufrágio foi aberto semanas após o desaparecimento, e deve ser finalizado em 16 de novembro.
Bombeiros aguardam novos indícios para voltar as buscas
Conforme o CBMSC (Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina), as buscas pelos pescadores duraram o tempo previsto no protocolo da corporação. Após esse período, os bombeiros só voltaram a realizar novas buscas caso algum novo indício do acidente surja.
Os trabalhos se concentraram nas ilhas das Aranhas, dos Moleques e na do Badejo. Esses locais seriam os escolhidos pelos desaparecidos para a pesca.
Até 18 de agosto, a corporação explicou que trabalhou com buscas aéreas e marítimas, helicópteros, avião, drone, barco e moto aquática. Junto com a Marinha do Brasil, os bombeiros varreram as áreas norte, leste, sudeste, da Ilha, bem como áreas ao norte e dentro da Baía Norte.
No entanto, a partir do dia 18, as buscas pelos pescadores passaram a ser feitas com mergulhadores.
No dia 19, outro pescador que se encontrava em um costão entre as praias dos Ingleses e Santinho avistou um corpo boiando na água e chamou os bombeiros. Em seguida, a identidade de Willien Paredes foi confirmada pela Polícia Civil.