Duas pessoas ficaram feridas e um veículo destruído após uma batida entre um carro e um caminhão na manhã desta terça-feira (12), às 7h30, no trecho conhecido como “curva da morte” pelos bombeiros da região.
O caminhão, com placas de São Bento, escorregou na curva e bateu em um Parati, com placas de José Boiteux, no km 111, da BR-470, em Ibirama.
O condutor do carro, com placas de José Boiteux, de 21 anos, teve ferimentos leves – Foto: Divulgação/CBV Ibirama/NDSegundo o relatório do Corpo de Bombeiros Voluntários de Ibirama, o condutor do carro, de 21 anos, teve ferimentos leves assim como a caroneira, de 46 anos. No caminhão Mercedes estavam o motorista, de 41 anos e o parceiro, de 40, que não ficaram feridos.
SeguirPRF expõe números sobre o trecho com alto índice de acidentes
Após matéria publicada pelo portal ND+, A Câmara de Vereadores de Ibirama solicitou que a PRF (Polícia Rodoviária Federal) expusesse os números deste trecho e apontasse possíveis soluções.
PRF expôs números durante sessão na Câmara de Vereadores de Ibirama – Foto: Divulgação/PRF/NDA apresentação ocorreu na noite de segunda-feira (12) quando o policial rodoviário Federal Manoel Fernandes Bitencourt participou da sessão e expôs dados estatísticos. Segundo ele, este é um dos trechos onde costuma ocorrer o maior número de tombamentos de veículos de carga.
Segundo apresentado pela PRF, em 2018 o km 111 contabilizou três acidentes com dois feridos. No ano seguinte o número se manteve até que, em 2020, o número saltou para 07, com quatro feridos e, em 2021, mais que triplicou: foram 24 batidas e tombamentos no trecho de Ibirama, com 27 feridos e três mortes.
Sete acidentes e dez feridos em 2022
O ano de 2022 nem terminou e já superou os três primeiros citados com 7 acidentes que resultaram em dez feridos, conforme a PRF.
Uma das sugestões apresentadas para minimizar a ocorrência de acidentes foram redução de velocidade para 50km/h, além de sinalização horizontal e vertical, e instalação de radares fixos no km 111,2 nos dois sentidos. O policial também apontou para a necessidade de alargamento da curva e dos acostamentos
“A taxa de superelevação de uma curva com raio de 70 metros deveria ser de 12%. Atualmente, a superelevação da curva entre o km 111,1 e 111,3 encontra-se com uma taxa de superelevação de 6,11%”, considerou Manoel, que também finalizou ressaltando a importância de um pavimento melhor neste trecho.