‘Acreditamos que roubar o carro não era bem a intenção dos suspeitos’, diz delegado sobre crime

A Polícia Civil de Timbó deu mais detalhes sobre o que se sabe até o momento sobre o crime que chocou SC

Raquel Bauer Blumenau

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O delegado André Beckman, responsável pela investigação do crime brutal que vitimou duas pessoas, Agostinho Petry, 57 anos, e Eliana Maria Stickel Francisco, 46 anos, na noite desta terça-feira (19), em Timbó, no Vale do Itajaí, deu mais detalhes sobre o andamento da investigação.

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    Delegado André Beckman. - Daniela Meller/ND
    Delegado André Beckman. - Daniela Meller/ND
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    Quarto revirado e caminhonete abandonada são pistas de crime bárbaro contra casal de SC - PMSC/Divulgação/ND
    Quarto revirado e caminhonete abandonada são pistas de crime bárbaro contra casal de SC - PMSC/Divulgação/ND
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    Casal foi encontrado morto dentro de casa em Timbó - Divulgação/ND
    Casal foi encontrado morto dentro de casa em Timbó - Divulgação/ND

Ele diz que a Polícia Civil vai trabalhar com a hipótese de que mais pessoas praticaram o crime. “Pela lógica, é muito difícil uma pessoa só conseguir render duas. A gente vai trabalhar com a hipótese de que mais de uma pessoa trabalhou com essa situação. Isso será verificado”, afirmou.

No momento, a polícia trabalha com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte), já que o carro do homem, uma caminhonete L200, foi levado do local. Porém, o delegado destaca que o automóvel foi abandonado. “Se a motivação foi simplesmente roubar aquela caminhonete, ela foi abandonada. Então, a gente resume que roubar o carro não era bem a intenção dos suspeitos, mas isso também será verificado, se foi latrocínio ou se foi algum outro tipo de crime nesse caso”, ressalta.

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Roubo do veículo

De acordo com informações apuradas pelo ND+ junto à PM (Polícia Militar), o carro roubado na casa das vítimas foi localizado ainda na noite desta terça-feira (19) em uma transversal da rua São Vicente, em Indaial. No entanto, segundo a polícia, há indícios de que a caminhonete estivesse abandonada no local desde quinta-feira (14).

O trajeto entre a casa do casal até o local em que o automóvel foi encontrado será verificado. “Nós precisamos verificar esse trajeto, a data desse trajeto. A equipe de investigação esteve o dia inteiro na rua selecionando as testemunhas que possam ter alguma informação de relevância para essa situação e, neste momento, a Polícia Civil está compilando as informações e filtrando aquelas que podem ajudar para o desenrolar dessa investigação”.

Passagens pela polícia

Conforme o relatório emitido pela PM do Estado, Agostinho tinha passagens pela polícia por maus tratos, ameaça e vias de fato. O delegado afirma que será analisado se o crime brutal possa ter relação com a ficha criminal de Augustinho. “A gente vai analisar se existe uma relação direta entre esses fatos, que não bem menos graves, com o homicídio. Se isso pode ter representado uma motivação que levasse alguém a tirar a vida dessas pessoas”.

Crime chocante

A polícia foi acionada pelo filho da vítima. O rapaz informou aos policiais que o pai não respondia as mensagens e, por isso, foi até a casa do homem. Chegando lá, ele encontrou o casal morto. A casa, localizada no bairro Araponguinhas, estava com sinais de ter sido revirada.

De acordo com informações da PM, o homem foi encontrado em um cômodo da casa decapitado. Já a mulher estava em outro ambiente, sentada em uma cadeira, e com diversos ferimentos na cabeça e nas costas.

O delegado afirmou que o crime foi praticado com arma branca. “As mortes se deram por golpes de arma branca e as vítimas foram amarradas”.

Término das investigações

Para concluir as investigações, a Polícia Civil depende de laudos da Polícia Científica sobre o local do fato, sobre as vítimas no exame necroscópico e ainda sobre o veículo que foi recuperado. “A Polícia Científica tem muito trabalho e a gente quer que eles trabalhem da melhor forma possível. Eles vão entregar no tempo certo, mas a gente pretende terminar essa investigação no prazo de 30 dias”, finaliza o delegado.

*Contribuiu a repórter Daniela Meller

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