A mulher acusada de ter chamado um motorista da Câmara Municipal de Florianópolis de “macaco” na quarta-feira (22) usou filtro antirracista em uma foto nas redes sociais. A imagem foi publicada em 20 de novembro de 2020, data que marca exatamente o Dia da Consciência Negra. A vítima registrou boletim de ocorrência por injúria racial.
Acusada de racismo contra motorista usou filtro de campanha antirracista em 2020 – Foto: Redes Sociais/Reprodução/NDNa época, a moldura foi utilizada como atualização de sua foto de perfil, com símbolos da luta em combate ao racismo, como o punho cerrado – que faz referência ao gesto de Nelson Mandela, um dos principais nomes do movimento contra o Apartheid, na África do Sul.
Além disso, as frases “Vidas Negras Importam” e “Consciência Negra” também se destacam na imagem usada pela moça.
Seguir‘Macaco’: injúria racial
O caso aconteceu na quarta-feira (22) nas proximidades da Câmara de Vereadores, local onde a vítima trabalha como motorista.
Xingamento de ‘macaco’ foi proferido em frente à sede da Câmara de Florianópolis – Foto: Divulgação/NDDe acordo com o depoimento de Leandro Luiz Barbosa, de 41 anos, ele estava chegando no estacionamento quando a mulher teria passado a pé em frente ao portão.
Segundo o relato de Leandro à PCSC (Polícia Civil de Santa Catarina), ele teria questionado se ela não viu o portão abrindo. Em seguida, conforme boletim de ocorrência, a acusada teria dito: “Vai te f*der, seu macaco”.
A acusada, de 28 anos, é natural de Florianópolis, e alegou em depoimento que foi chamada de “machorra” e que fez “apenas gestos com as mãos”, mas não teria xingado Leandro. Ela foi presa, mas não há informações sobre quanto tempo ela ficou detida.
Procurada pelo ND+, a defesa da acusada disse que não vai comentar o assunto. O espaço segue aberto.
Caso de injúria racial foi parar na delegacia de Polícia Civil de Santa Catarina – Foto: Divulgação/NDCâmara manifestou apoio
A Câmara de Vereadores, em contato com a coluna Bom Dia do portal ND+, afirmou que vai “prestar todo apoio necessário” ao funcionário. Os parlamentares chegaram a se solidarizar com o caso na sessão ordinária da quarta-feira (22).