Os cinco homens e uma mulher acusados de participação no sequestro de uma menina de 11 anos em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, viraram réus. O crime ocorreu em 23 de agosto. A vítima foi resgatada um dia depois pelas polícias Civil e Militar.
Os suspeitos, denunciados pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), vão responder pela prática de associação criminosa, receptação, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e extorsão mediante sequestro. Um deles também deve responder por posse de drogas para uso pessoal. Se condenados, as penas somadas poderão variar de 21 a 43 anos de reclusão para cada acusado.
MPSC apresentou denúncia e acusados viraram réus. – Foto: Divulgação/MPSCAssinada pelo promotor de Justiça Marcus Vinicius de Faria Ribeiro, a ação cita seis acusados, com idades entre 18 e 29 anos e presos preventivamente após manifestação do MPSC e deferimento da Justiça, a fim de garantir a ordem pública.
SeguirSegundo a denúncia, os acusados teriam se associado para a prática de crimes contra o patrimônio, especialmente crime de extorsão mediante sequestro. Juntos teriam receptado dois veículos, cientes da condição ilícita dos carros, adulterado as placas de ambos e alterado, ainda, a identificação de um terceiro veículo.
Sequestro aconteceu em agosto
Segundo a acusação formulada pelo MPSC, os carros receptados e adulterados foram utilizados pelos réus em 23 de agosto, quando, por volta da meia-noite, teriam sequestrado uma menina de 11 anos com o objetivo de obter dinheiro em troca do resgate da criança.
Os últimos três envolvidos foram presos em setembro. – Foto: Divulgação/NDNa ocasião, os denunciados teriam se deslocado em dois veículos até a residência da vítima, aguardado até que o pai chegasse ao local com a filha e o rendido com uma arma de fogo. Eles teriam capturado a criança e a levado em um dos automóveis.
Depois disso, teriam exigido pouco mais de R$ 11 milhões para libertar a criança. A pequena foi resgatada pelas autoridades policiais sem ferimentos após 24 horas de sequestro. O MPSC prestou apoio às investigações na época.
Acusados são réus na ação
A denúncia, apresentada na última sexta-feira (29), foi recebida pela Justiça, assim como o pedido de conversão das prisões temporárias em preventivas, e agora os acusados são réus na ação penal que se inicia e respondem o processo presos.