A Polícia Civil confirmou que a vítima do homicídio que acabou em confusão na última terça-feira (16) em Palhoça é um adolescente de 15 anos. O corpo foi encontrado pelas autoridades sem documentos de identificação e encaminhado ao IGP (Instituto Geral de Perícias) para o reconhecimento. Por se tratar de um menor de idade, a identidade da vítima não foi divulgada.
Autoria e motivação do crime seguem sob investigação da Divisão de Investigação Criminal de Palhoça – Foto: PM/Reprodução/NDAté o momento as informações apontam que o rapaz foi atingido com cerca de 15 disparos de arma de fogo, feitos com uma arma calibre 9mm. Os responsáveis pelos disparos seriam dois homens que estavam em uma motocicleta vermelha, segundo informações colhidas no local pelos policiais militares.
A ocorrência atualmente está nas mãos da delegada Daiana da Luz que atua no caso via Dpcami (Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso). O órgão não forneceu mais dados sobre o inquérito e declarou que o fornecimento de informações pode atrapalhar o andamento das investigações.
SeguirApós o crime, segurança reforçada
O assassinato aconteceu em um conjunto habitacional, no bairro Caminho Novo, em Palhoça. Segundo a PMSC (Polícia Militar de Santa Catarina), a região é marcada por prisões por tráfico de drogas e é conhecida pela presença de facções criminosas.
O tenente-coronel Cristiano Medeiros, comandante do 16º Batalhão, explica que desde o ocorrido operações têm sido mais frequentes no local para garantir a segurança.
A principal preocupação das autoridades é com atos de retaliação relacionados às organizações. “As operações continuam lá para evitar mais mortes devido à briga de facções”, afirma Medeiros.
Relembre o caso
O crime aconteceu por volta das 21h50 da última terça-feira (16) na rua Valtair de Oliveira Hoefling, Caminho Novo, no município de Palhoça, na Grande Florianópolis. A denúncia foi feita ao 16° BPM (Batalhão da Polícia Militar) e a polícia afirmou que o acesso à ocorrência foi complicado.
Segundo relatos dos policiais, a comunidade teria recebido a guarnição com hostilidade, atirando pedras e garrafas contra os agentes de segurança.
Os policiais realizaram o disparo de munições não letais para dissipar o grupo. A polícia explicou que só foi necessário recorrer a esta medida porque a população não atendeu ao pedido para sair do local.