Adolescente que fingiu ser médica é apreendida em Hospital de Florianópolis

Irmã da jovem informou que essa não seria a primeira vez que suspeita se passa por outra pessoa

Maria Fernanda Salinet Florianópolis

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Uma adolescente de 17 anos foi apreendida após fingir ser médica, no Hospital Celso Ramos, em Florianópolis, nesta segunda-feira (31). Ela usava crachá falso, um jaleco com nome bordado e outros documentos que a identificariam como profissional da saúde. As informações são da PM (Polícia Militar).

Adolescente fingiu que era residente da instituição e foi apreendida – Foto: Anderson Coelho/Arquivo/NDAdolescente fingiu que era residente da instituição e foi apreendida – Foto: Anderson Coelho/Arquivo/ND

Um integrante da direção do hospital percebeu que a jovem não fazia parte do programa de residentes do curso de Medicina da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Então, ela foi confrontada e caiu em contradição. A PM foi chamada e a encaminhou para a Central de Polícia.

De acordo com o comandante do 4º Batalhão da PMSC, tenente-coronel Dhiogo Cidral de Lima, a irmã da falsa médica contou aos policiais que a jovem teria problemas psiquiátricos e que, no último ano, teria se passado por modelo.

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No entanto, ele não soube informar o tempo em que estava no hospital. “Se ela fez algum atendimento foi apenas de boca, sem dar nenhuma prescrição médica, visto que não foi encontrado receituário médico com a adolescente”, afirma.

“Nada mais grave, em tese, aconteceu, a não ser as orientações erradas que ela pode ter dado a algum paciente”, informou o tenente-coronel.

A SES (Secretaria de Estado da Saúde), responsável pela administração do Celso Ramos, disse por meio de nota que a administração acionou a PM e “tomou todas as demais providências ao flagrar uma jovem que tentava se passar por médica residente da instituição”. O caso está sob investigação das autoridades.

Todos os objetos e documentos usados pela autora foram apreendidos. A jovem foi conduzida até a 6ª Dpcami e autuada por ato infracional análogo ao crime de falsa identidade e usurpação de função pública.

Depois, ela foi liberada e entregue a um responsável legal. O procedimento será enviado ao Judiciário e ao Ministério Público.

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