Um advogado foi flagrado tentando entrar no Presídio Regional de Joinville, no Norte de Santa Catarina, com celulares escondidos dentro de uma TV nesta semana. O caso aconteceu na manhã de terça-feira (21) e os objetos foram identificados pelo scanner do presídio.
Advogado tentou entregar celulares escondidos em TV no presídio de Joinville – Foto: Presídio de Joinville/Divulgação“Ele tentou entregar uma TV recheada de dois celulares, quatro chips e um carregador”, fala o diretor da unidade, Wellinton dos Santos Lima. A televisão, inclusive, estava lacrada, o que tornava difícil identificar que já havia sido aberta.
“O local em que foram escondidos os itens, atrás da placa da TV, dificultava mesmo com o scanner a identificação desse tipo de aparelho”, complementa o diretor.
SeguirAdvogado foi liberado após assinar termo circunstanciado
O advogado, identificado como Calebe Oliveira Fortunato, fazia visitas frequentes ao presídio, mas nunca havia sido flagrado com essa conduta. Ele foi encaminhado à Central de Polícia de Joinville, onde assinou termo circunstanciado e foi liberado.
Segundo o delegado Vinícius Ferreira, quando a pena máxima do crime não ultrapassa dois anos, a opção é o termo circunstanciado e não a abertura de inquérito policial ou o auto de prisão em flagrante.
“No termo circunstanciado, a pessoa é liberada se assinar o compromisso de comparecer no Poder Judiciário quando for intimada”, explica.
De acordo com o Código Penal, ingressar com aparelho telefônico de comunicação móvel, de rádio ou similar, sem autorização legal, em estabelecimento prisional é crime com detenção de três meses a um ano.
Advogado foi flagrado com celulares dentro de TV no presídio de Joinville – Foto: Carlos Jr/NDA reportagem do portal ND+ tentou contato com o advogado, que não atendeu às ligações até as 11h30 desta quarta (22). O espaço segue aberto.
O ND+ também entrou em contato com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), que seria notificada sobre a conduta do advogado. No entanto, a sede em Joinville não atendeu às ligações.
Esta não foi a primeira vez em que um advogado tentou entregar um celular na unidade. Em julho de 2021, outro profissional foi flagrado com um aparelho colado ao corpo para ser repassado a um detento.