Agente refém em presídio de Itajaí: pedido de transferência dos presos motivou o motim, diz OAB

Agente refém em presídio de Itajaí foi rendido por cinco detentos; segundo advogado representante da OAB, trata-se de uma atitude isolada de integrantes de uma mesma cela

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Redação ND Florianópolis

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O motim no Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí, conhecido como Canhanduba, teve o objetivo de pressionar o Estado a transferir os presos a suas comarcas de origem, segundo informou advogado Luís Veiga, representante da OAB de Balneário Camboriú.

O motim começou por volta das 13h desta sexta-feira (14) e terminou somente às 21h, com a libertação do agente penitenciário terceirizado.

Motim mantém agente refém em presídio de ItajaíMotim mantém agente refém em presídio de Itajaí – Foto: Reprodução/Cidade Alerta SC/ND

Bope negociou rendição dentro do presídio

Por volta das 13h, cinco detentos de uma cela conseguiram render um agente de controle, segundo informado pelo Cidade Alerta SC. O Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar) foi acionado e passou o dia no local negociando com os detentos.

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Segundo informações da Sejuri (Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social) e do Bope, ninguém ficou ferido na ação e, tanto o agente sequestrado quanto os detentos, ficaram ilesos. Apesar do sequestro, a Sejuri descartou a hipótese de rebelião.

Presos teriam pedido transferência para comarcas de origem

De acordo com Veiga, o ato foi iniciado por integrantes de uma única cela, em ação isolada. “A razão é que nos passaram é que os internos buscam transferência para suas comarcas de origem. Não nos passaram as comarcas”, declarou o representante da OAB de Balneário Camboriú.

Bope negocia a liberação do agente refém em presídio de Itajaí – Foto: Reprodução/Cidade Alerta SC/NDBope negocia a liberação do agente refém em presídio de Itajaí – Foto: Reprodução/Cidade Alerta SC/ND

Sejuri e Bope rebatem versão da OAB

A versão de Veiga, no entanto, é rebatida pela Sejuri e pelo Bope. “Foi um oportunismo que eles tiveram. E a partir disso acabaram reivindicando questões como falta d’água, alimentação, saúde, enfim… fatos que sempre são reivindicados pelos presos”, declarou a secretária de Estado de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva.

Segundo o tenente-coronel Celso Mlanarczyki, do Bope, a versão da OAB não se confirma. “Em momento algum os presos tiveram essa movimentação [de reivindicar troca de comarca]. Inclusive, na tratativa com a própria juíza responsável, ela deixou bem claro que não era isso”, afirmou Mlanarczyki.

Familiares fizeram vigília na porta da penitenciária

Além do representante da OAB de Balneário Camboriú, diversos familiares dos apenados estiveram no local, preocupados com a integridade física de seus entes queridos.

Familiares de presos acompanham o motim no presídio – Foto: Reprodução/Cidade Alerta SC/NDFamiliares de presos acompanham o motim no presídio – Foto: Reprodução/Cidade Alerta SC/ND

O Complexo Penitenciário Do Vale Do Itajaí tem cerca de 2,1 mil vagas e possui tanto um presídio masculino quanto um feminino.