Akira Sato: Associação Nacional de Delegados emite nota de repúdio

Documento é assinado pelo presidente e trata da exoneração do delegado Akira Sato

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O delegado Akira Sato, que pediu demissão da Delegacia Geral de Polícia Civil de Santa Catarina, acaba de receber solidariedade da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Judiciária.

Entidade manifestou apoio ao ex-delegado geral da PCSC, Laurito Akira Sato – Foto: James Tavares/arquivo/SecomEntidade manifestou apoio ao ex-delegado geral da PCSC, Laurito Akira Sato – Foto: James Tavares/arquivo/Secom

Nota de repúdio da entidade refere-se especificamente à Santa Catarina, defende a autonomia policial invocando a Constituição Federal e considera “gravíssima” a hipótese de que o delegado Akira Sato tenha solicitado exoneração por suposta interferência do governo estadual.

A manifestação contundente enfatiza que restrições à atuação policial atenta contra o Estado Democrático de Direito. O documento é assinado pelo presidente da Associação, Gustavo Mesquita Galvão Bueno.

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Nota é contundente na defesa da autonomia da Polícia Civil – Foto: DivulgaçãoNota é contundente na defesa da autonomia da Polícia Civil – Foto: Divulgação

Confira a íntegra da “Nota de repúdio”:

“A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Judiciária (ADPJ) vem a público repudiar veementemente toda e quaisquer tentativa de interferência nas atividades da Polícia Civil do estado de Santa Catarina, bem como em todas as polícias judiciárias do país.

As Polícias Civis, que por força constitucional exercem a função de polícias judiciárias, revestem-se da natureza de órgãos de Estado e não de governo – o que significa dizer que atuam em estrita obediência à Constituição Federal e às Leis, e jamais à mera vontade dos governantes de plantão.

Desta maneira, a APDJ considera gravíssima a hipótese de que o delegado de polícia Dr. Akira Sato, ex-chefe da Polícia Civil de Santa Catarina, tenha solicitado sua exoneração por suposta interferência do governo do Estado nos trabalhos da corporação.

Qualquer tipo de ingerência, ação ou pressão externa sobre o Delegado de Polícia, na tentativa de obstruir ou dificultar investigações criminais, configuram grave ameaça à plenitude de atuação das Polícias Civis e, por consequência, do Estado Democrático de Direito.

Pressões políticas ou de quaisquer naturezas que tenham como objetivo limitar ou influenciar a atividade do delegado de polícia no exercício de suas atribuições são odiosas e devem ser rechaçadas, pois somente sua atuação livre e independente pode garantir investigações criminais plenas e isentas.

A ADPJ, reafirma mais uma vez seu compromisso de zelar pelas prerrogativas dos delegados de polícia que, mesmo diante de todas as adversidades, seguem cumprindo com dignidade sua missão de zelar pelas instituições públicas e pela população brasileira.

Gustavo Mesquita Galvão Bueno Presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Judiciária – ADPJ .”