Alvos da PF por desviar recursos no combate à Covid em SC podem pegar 28 anos de prisão

Suspeitos podem responder por organização criminosa, peculato e fraude ao caráter competitivo de licitações, cujas penas somadas podem chegar até 28 anos de prisão

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Redação ND Criciúma

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Investigados por desviar recursos no combate à pandemia da Covid-19, no Sul de Santa Catarina, podem ser condenados até 28 anos de prisão pelos possíveis crimes de organização criminosa, peculato e fraude ao caráter competitivo de licitações.

Alvos da PF por desviar recursos no combate à Covid em SC podem pegar até 28 anos de prisão – Foto: Divulgação/PF/NDAlvos da PF por desviar recursos no combate à Covid em SC podem pegar até 28 anos de prisão – Foto: Divulgação/PF/ND

Segundo a PF (Polícia Federal), os desvios são próximos de R$ 6 milhões e podem envolver servidores públicos e empresários dos municípios de Sombrio, Araranguá, Passo de Torres, Jacinto Machado, Praia Grande, Timbé do Sul, São João do Sul e Camboriú.

Eles já eram investigados desde setembro de 2020, quando uma denúncia apontou excesso no volume de aquisições e sobrepreços de produtos adquiridos por uma secretaria municipal de saúde.

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Na época,  os agentes desencadearam a primeira fase da Operação Fuscus, que cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em Turvo e Sombrio e apurou desvios de R$ 1,7 milhões.

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    Polícia Federal investiga desvios de R$ 6 milhões no Sul de SC - Divulgação/PF/ND
    Polícia Federal investiga desvios de R$ 6 milhões no Sul de SC - Divulgação/PF/ND
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    Ao todo, oito cidades foram alvos da operação - Divulgação/PF/ND
    Ao todo, oito cidades foram alvos da operação - Divulgação/PF/ND
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    Fraudes teriam ocorrido durante a compra de medicamentos e EPIs no combate à pandemia - Divulgação/PF/ND
    Fraudes teriam ocorrido durante a compra de medicamentos e EPIs no combate à pandemia - Divulgação/PF/ND

Após as fiscalizações, conforme a PF, os investigados seguiram com as condutas suspeitas, o que motivou a deflagração da segunda fase da operação nesta quinta-feira (4).

Ao todo, 26 mandados de busca e apreensão em endereços de órgãos públicos, empresas, servidores públicos e empresários em oitos cidades foram cumpridos pela manhã.

A investigação apura supostas fraudes na compra de medicamentos, insumos e EPIs que não teriam sido entregues ao Poder Público.