Anestesista preso por estupro no Rio exibia vida de ‘bom moço’ na internet e fotos com armas

A esposa do médico abriu a porta para a Polícia, mas declarou que nem conseguia acreditar que o marido cometia os crimes

Foto de R7

R7 Rio de Janeiro

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O médico anestesista preso pelo estupro de pacientes sedadas durante as cirurgias, no Rio, na última segunda-feira (16), exibia fotos com arma e fazia postagens românticas ao lado da esposa nas redes sociais.

Em uma publicação, o colombiano Andres Eduardo Onate Carrillo, de 32 anos, que estava havia seis anos no Brasil, mostrou o pedido de casamento que fez à mulher, com a torre Eiffel ao fundo, em Paris, na França. Em outra postagem, o médico escreveu que ela era o maior presente que ele poderia ter ganhado na vida.

Médico publicava fotos que o faziam parecer “bom moço” – Foto: Reprodução/Instagram @andresonate153/NDMédico publicava fotos que o faziam parecer “bom moço” – Foto: Reprodução/Instagram @andresonate153/ND

Mas, segundo a polícia, o médico tinha uma vida dupla. Longe dos amigos e parentes, o anestesista guardava imagens de pornografia infantil e até vídeos do estupro de duas pacientes em cirurgia.

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A investigação começou no fim do ano passado, depois que a Polícia Federal identificou que Andres armazenava conteúdos de pornografia infantil na nuvem de dispositivos eletrônicos.

Na segunda-feira, agentes da Polícia Civil bateram à porta do anestesista para prendê-lo. A ação surpreendeu a esposa, que, de acordo com o delegado responsável pela prisão, inicialmente não acreditou no que estava acontecendo. Durante a busca e apreensão, porém, ela se convenceu do envolvimento do marido nos crimes.

Esposa diz ter se surpreendido com a prisão – Foto: Reprodução/Instagram @andresonate153/NDEsposa diz ter se surpreendido com a prisão – Foto: Reprodução/Instagram @andresonate153/ND

Na residência do casal, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, um celular e um computador foram apreendidos para perícia.

Em depoimento, Andres admitiu os crimes e revelou que “aguardava o melhor momento para esfregar” o pênis nas vítimas. Ele também afirmou que não sabia porque nutria “a compulsão de ver e armazenar pornografia infantojuvenil”.

A polícia continua a investigar o caso e suspeita que outras pessoas possam ter sido vítimas do médico. O pai de uma criança que foi submetida a um procedimento com o anestesista procurou a DCAV (Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima). Ele desconfia que a criança possa ter sido vítima de abuso porque Andrés pediu para ficar sozinho com o paciente.

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