A busca pelo serial killer Lázaro Barbosa, procurado há duas semanas em Goiás, ganhou um reforço catarinense. Isso porque a central de comando da operação aprovou o uso de um aplicativo desenvolvido em Joinville, que promete auxiliar nas buscas do criminoso.
Fotos de Lázaro Barbosa divulgadas pela Polícia Civil – Foto: Polícia Civil/NDLázaro é suspeito de matar uma família inteira, de atirar e ferir policiais e de provocar incêndios. Mais de 200 policiais com helicópteros, viaturas, cães e drones fazem buscas na região do Distrito Federal e Goiás.
De acordo com o CEO do aplicativo Brasil+Seguro, Edivaldo da Veiga, a empresa contatou o prefeito de Cocalzinho de Goiás (GO) – onde as buscas estão acontecendo -, que os levou à central de comando na cidade. Os oficiais, agora, serão treinados.
Seguir“Nós vimos que nossa ferramenta tinha como cooperar para a captura do criminoso”, avalia Veiga.
O dispositivo já havia sido utilizado durante os incêndio em Corumbá (MS), no Pantanal. À época, entre 1º de janeiro e 30 de setembro de 2020, tinham sido registrados 18.259 focos de incêndio na região.
Autorização concedida
O uso do aplicativo foi autorizado pela Secretaria de Segurança Pública local na tarde desta terça-feira (22). Agora o Brasil + Seguro faz parte da equipe de busca ao serial killer Lázaro.
Aplicativo será utilizado nas buscas do serial killer – Vídeo: Edivaldo da Veiga/Divulgação/ND
“Já fomos aprovados aqui no centro de comando. Agora, estamos instalando nossos sistemas aqui”. Os joinvilenses estão em Cocalzinho de Goiás desde o final de semana e, assim que a operacionalização terminar, o aplicativo já poderá ser utilizado.
Com a ferramenta, a ideia é que a população “possa fazer denúncias diretamente para a central de comando, com a geolocalização, para agilizar, assim, os atendimentos e a busca por esse criminoso”, afirma o CEO.
Vídeo: Edivaldo da Veiga/Divulgação/ND
O aplicativo é intuitivo. Assim que o usuário ver uma movimentação suspeita, basta apertar no botão de alerta. “Cai diretamente no painel de controle da central de comando”, explica Veiga. A localização funciona através de um sistema que opera via satélite ou Wi-fi.
A ideia é centralizar e filtrar as informações recebidas. “Nesse sentido, nós evitamos os trotes e as notificações de pessoas que estão fora da área de busca”, completa.