Após ataque, forças de segurança reagem com operação contra crime organizado em Itajaí

Após disparos contra bases da Polícia Militar em Balneário Piçarras e da Polícia Rodoviária Federal em Itajaí, policiais fizeram operação de fiscalização contra organização criminosa

Foto de Grazielle Guimarães

Grazielle Guimarães Itajaí

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O policiamento em Itajaí e região foi intensificado na noite desta quinta-feira (5), após ataques contra as bases da unidade operacional da PRF (Polícia Rodoviária Federal) em Itajaí e da Polícia Militar em Balneário Piçarras.

Para a polícia, o ataque tem relação com a Operação “Sob encomenda” do Gaeco (Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas), deflagrada na quarta-feira (4) em Joinville, que tinha como mira uma organização criminosa. Nenhum policial ficou ferido.

Policiais Militares reagiram a ataque com reforço no policiamento da região – Foto: PM/DivulgaçãoPoliciais Militares reagiram a ataque com reforço no policiamento da região – Foto: PM/Divulgação

Vídeos dos bandidos atirando contra as bases repercutiram nas redes sociais. Imagens mostram a marca de tiro e os estragos causados pelos disparos.

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Bandidos gravaram momento do ataque às bases da polícia – Foto: Reprodução/NDBandidos gravaram momento do ataque às bases da polícia – Foto: Reprodução/ND

Só na base da PRF foram 10 disparos de arma de fogo, cinco deles atingiram a unidade. A porta da base da PM em Piçarras ficou completamente destruída.

Para polícia, ataque tem ligação com operação do Gaeco em Joinville – Vídeo: Reprodução/ND

A ação foi da 13ª Promotoria de Justiça da comarca de Joinville com apoio do Gaeco e auxílio da DIC (Divisão de Investigação Criminal) que cumpriu oito mandados de prisão preventiva e 30 mandados de busca e apreensão.

Base da Polícia Militar em Balneário Piçarras é alvo de disparos de arma de fogo – Foto: Reprodução/NDBase da Polícia Militar em Balneário Piçarras é alvo de disparos de arma de fogo – Foto: Reprodução/ND

A operação “Sob encomenda” é resultado de uma investigação sobre diversos crimes praticados por uma organização criminosa, como tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas, corrupção ativa e passiva, associação criminosa e inserção de telefones celulares em estabelecimentos prisionais.

A investigação começou em março deste ano e tem como alvo 22 pessoas, entre advogados, agentes públicos e detentos que agiam em benefício da organização criminosa.