Após demolir prédio abandonado no Continente, Prefeitura de Florianópolis tem outro na mira

Edifício inacabado apresentava riscos à segurança e saúde dos moradores do entorno; trabalho deve acabar na próxima semana, quando começa a próxima demolição

Nícolas Horácio e Osvaldo Sagaz Florianópolis

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Coqueiros, no Continente, está encerrando uma longa história de abandono e com desfecho positivo para a segurança e saúde dos moradores do bairro. Desde 2019, tramita um processo para derrubar uma estrutura de 2 mil m² na avenida Almirante Tamandaré. Depois desse, a prefeitura tem outra demolição em vista no Continente.

Prédio abandonado em Coqueiros deve ser demolido dentro de uma semana – Foto: PMF/Divulgação/NDPrédio abandonado em Coqueiros deve ser demolido dentro de uma semana – Foto: PMF/Divulgação/ND

O prédio de Coqueiros, com dois blocos e quatro pavimentos, estava abandonado e inacabado há décadas. O último alvará da edificação era de 2003. Com base na Lei Municipal 707/2021, a Procuradoria-Geral do Município determinou a demolição sumária do empreendimento, que foi realizada nesta segunda-feira (15).

O trabalho foi coordenado pela Secretaria do Continente e SMDU (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano) e teve apoio da Guarda Municipal, Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente) e Comcap (Autarquia de Melhoramentos da Capital).

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De acordo com o secretário do Continente, Guilherme Pereira, a situação na região é bem melhor do que nos demais pontos de Florianópolis, sobretudo em Florianópolis. Ou seja, o volume de construções abandonadas, ou irregulares, é menor no Continente.

Demolição em Coqueiros começou nesta segunda-feira (15) e próxima será no Estreito – Foto: PMF/Divulgação/NDDemolição em Coqueiros começou nesta segunda-feira (15) e próxima será no Estreito – Foto: PMF/Divulgação/ND

“Hoje a aprovação de projetos, aqui, está muito mais eficaz e rápida, então, não tem mais construção sem alvará. Esses dois prédios tinham alvará, mas foram abandonados pelos proprietários e, a pedido do Ministério Público, por questão de saúde pública, fizemos a demolição”, declarou Pereira.

Helton Silveira de Souza é síndico de um prédio que fica em frente a construção abandonada. Segundo ele, a questão da segurança preocupava bastante quem mora na região.

“A partir de um certo horário à noite, o pessoal começava a se sentir um pouco mais inibido, com medo de ser abordado por algum estranho. Era uma insegurança muito grande”, afirmou Silveira.

A próxima demolição

Depois da demolição em Coqueiros, que tende a acabar dentro de uma semana, outro imóvel vai ao chão no Continente. Desta vez, uma edificação na rua Dona Floriana, próximo à Ponte Hercílio Luz, no Estreito.

“O imóvel ali está na mesma situação: há mais de dez anos abandonado, inacabado. Tem problemas com moradores de rua e usuários de drogas. Ali é um pouco menor, cerca de 1500 m²”, detalhou o secretário do Continente.

No caso do imóvel de Coqueiros, o proprietário chegou a ser localizado e conversar com a prefeitura. “Ele ficou sem recurso e passou por uma doença. Chamei ele ano passado, para ver se era possível um acordo, por exemplo, vender para outro que acabasse, mas ele não deu muita atenção”, lembrou Pereira.

O proprietário do empreendimento do Estreito, entretanto, não foi localizado, mas o custo das demolições sempre é repassado aos proprietários.

Antes, entretanto, o município arca com as despesas e, em média, o trabalho custa R$ 150 mil. Questionado se a prefeitura consegue ressarcimento, Pereira disse que quem não paga vai para a dívida ativa.

Demolições como esta custam, em média R$ 150 mil e recaem sobre os donos dos imóveis – Foto: PMF/Divulgação/NDDemolições como esta custam, em média R$ 150 mil e recaem sobre os donos dos imóveis – Foto: PMF/Divulgação/ND

Desde abril de 2021, a prefeitura fez quase 200 demolições pela cidade, a metade praticamente neste ano. Nas últimas semanas, o município anunciou um pacote com 20 demolições que estão em andamento.

A demolição desta segunda, em Coqueiros, foi apenas a primeira no Continente neste último pacote. O secretário atribui o cenário positivo ao trabalho de fiscalização, à aprovação rigorosa de projetos e à população da região, que constrói dentro das normas.

Outro fator, no entendimento de Gui Pereira, é que a localidade não tem muita APP (Áreas de Preservação Permanente). Nesta semana, o pacote de demolições da prefeitura está focado nos dois prédios do Continente, pois são edificações maiores.

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