“Mulher é como uma fênix, ela renasce das cinzas”. Assim, Merilyn Schwetler, a primeira comandante mulher dos bombeiros no Norte de Santa Catarina, sintetiza sua trajetória.
Merilyn passou por um câncer antes de se tornar comandante – Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução/NDMerilyn é formada em segurança do trabalho e sempre foi apaixonada pelo voluntariado. Nos bombeiros voluntários de São Bento do Sul, encontrou a chance que queria de servir à comunidade. Em 2014, no entanto, descobriu um câncer no seio e ficou afastada de todas as suas atividades por dois anos.
“Eu fiz exames e foi constatado que, realmente, era maligno. Então, eu fiz todo o processo de quimioterapia, fiz cirurgia e radioterapia também”, relata a comandante.
SeguirCurada da doença, Merilyn conquistou a mais alta patente da instituição em 2020. “A gente tem forças para lutar, para vencer, para levantar da cama todos os dias”, declarou. “Eu me considero uma pessoa muito guerreira”, completou.
Hoje, ela lidera um grupo de cerca de 430 bombeiros – a maioria, homens. Mas nem sempre é fácil. “Existe ainda muito preconceito em relação principalmente à força física, as pessoas ainda acham que as mulheres têm alguma limitação por conta disso”, comenta.
O Corpo de Bombeiros Voluntários de São Bento do Sul é a segunda corporação voluntária mais antiga do Estado. No final de maio, completou 62 anos de idade.
Merilyn lidera um grupo de cerca de 430 bombeiros – Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução/NDTer uma mulher na liderança, no entanto, faz parte de um projeto recente. “Foi a partir de 90 que as mulheres começaram a tomar essas posições em corporações como bombeiros voluntários. É muito gratificante pra gente. Um desafio todos os dias”, conclui.