Após invasão e mísseis da Rússia, Ucrânia vive caos e desespero em meio a dezenas de mortes

Em resposta à invasão russa, governo ucraniano ordenou posicionamento de tanques de guerra na capital Kiev

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Redação ND Florianópolis

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Militares russos anunciaram que os separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia estão ganhando terreno contra as forças de Kiev, depois da invasão de tropas russas no início da manhã desta quinta-feira (24).

Em resposta à invasão russa, o governo ucraniano ordenou o posicionamento de tanques de guerra na Praça da Independência, conhecida como Maidan, na área central da capital Kiev.

Soldados ucranianos se preparam para defender o país após ataque nesta quinta-feira (24) – Foto: Anatolii Stepanov/ AFP/Divulgação/NDSoldados ucranianos se preparam para defender o país após ataque nesta quinta-feira (24) – Foto: Anatolii Stepanov/ AFP/Divulgação/ND

De acordo com o general Igor Konashenkov, porta-voz do Ministério da Defesa russo, os rebeldes avançaram 3 km na região de Donetsk e 1,5 km em Lugansk.

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O general assegurou que o exército russo não está atacando cidades ucranianas, está atingindo a “infraestrutura militar, instalações de defesa aérea, aeródromos militares e de aviação” com armas de “alta precisão”.

Cidade de Kharkiv, na Ucrânia, já mostra os primeiros sinais de guerra – Foto: Michael A. Horowitz/@michaelh992/Divulgação/NDCidade de Kharkiv, na Ucrânia, já mostra os primeiros sinais de guerra – Foto: Michael A. Horowitz/@michaelh992/Divulgação/ND

Segundo informações das autoridades locais, a Ucrânia teria relatado a morte de pelo menos 40 soldados. Outras 18 pessoas morreram em uma localidade da região de Odesa, no sul da Ucrânia, após a invasão russa.

Nível máximo de restrições

Os militares serão responsáveis pela checagem de documentos e monitoramento da cidade. A Ucrânia está sob decreto de estado marcial, quando regras militares substituem as leis civis comuns de um país, ou seja, nível máximo de restrições.

A secretária de Relações Exteriores do Reino Unido, Liz Truss, disse na manhã desta quinta (24) via rede social que convocou o embaixador russo no país para explicar a invasão à Ucrânia, algo que ela descreveu como sendo “ilegal”. Truss afirmou ainda que serão impostas severas sanções à Rússia e vai buscar apoio de países à Ucrânia.

Pessoas tentam deixar Kiev

Após o início da invasão russa a várias partes do país, milhares de moradores tentam deixar a capital ucraniana, Kiev. Há imagens de congestionamentos enormes nos corredores de saída da cidade.

Moradores estão percorrendo supermercados tentando comprar mantimentos e milhares de pessoas lotam estações de ônibus, trens e metrô, a maioria com bagagem de mão tentando deixar a cidade.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmitro Kuleba, acusou o presidente russo Vladimir Putin de começar uma “invasão em grande escala” contra seu país.

Na postagem, Kuleba diz que “cidades pacíficas da Ucrânia estão sob greve. Esta é uma guerra de agressão. A Ucrânia se defenderá e vencerá. O mundo pode e deve parar Putin. A hora de agir é agora.”

Pelo menos duas explosões foram ouvidas em Kiev. Houve ainda barulhos de sirenes para alertar sobre bombardeios que ressoaram no centro da capital ucraniana. Os moradores buscaram abrigo nas estações subterrâneas do trem.

Imagem de uma das explosões registradas em Kiev, na Ucrânia; clima é assustador – Foto: Michael Holmes/@holmescnn/Divulgação/NDImagem de uma das explosões registradas em Kiev, na Ucrânia; clima é assustador – Foto: Michael Holmes/@holmescnn/Divulgação/ND

O Ministério da Infraestrutura da Ucrânia anunciou o fechamento do espaço aéreo do país “por causa do alto risco de segurança” logo após a meia-noite.

A Rússia afirma ter feito uma ofensiva contra contra alvos militares em Kiev, Kharkiv e outras cidades no centro e no leste do país. Autoridades ucranianas confirmam oito mortes até o momento.

Ameaças de Putin

O presidente russo, Vladimir Putin, prometeu retaliação a quem interferir na operação russa na Ucrânia. O líder russo falou em um pedido de ajuda dos separatistas justificou separatistas pró-russos e pela política agressiva da Otan com Moscou. Putin também pediu que militares ucranianos “deponham as armas”.

“Qualquer um que tente interferir conosco, ou mais ainda, criar ameaças para nosso país e nosso povo, deve saber que a resposta da Rússia será imediata e o levará a consequências como você nunca experimentou em sua história.”

Putin classificou ainda sua operação como um ataque a “nazistas” na Ucrânia, assim como a rejeição da ordem mundial liderada pelos EUA. De acordo com ele, a aspiração da Ucrânia de ingressar na Otan representa uma ameaça terrível à Rússia. (Com agências internacionais).