Após prisão de técnico de vôlei acusado de estupro em SC, polícia aguarda novos depoimentos

Segundo a delegada responsável pelo caso, mais pessoas entraram em contato com a delegacia e serão ouvidas no início da semana

Redação ND Florianópolis

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Após a prisão do professor e árbitro de vôlei André Wilson Testa, na última quinta-feira (4), mais pessoas entraram em contato com a delegacia da Polícia Civil de São José, na Grande Florianópolis.

O técnico foi preso preventivamente na última quinta-feira  – Foto: PCSC/Divulgação/NDO técnico foi preso preventivamente na última quinta-feira  – Foto: PCSC/Divulgação/ND

Segundo informações da delegada da Dpcami (Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso), Marcela Goto, eles ligaram na delegacia, mas ainda não compareceram ao local.

“Deixaram para ir na segunda-feira (8)”, informou Marcela. No entanto, não há informação de quantas pessoas teriam procurado a polícia, desde que os casos de abusos foram divulgados.

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Conforme a delegada, como ainda não ocorreu os depoimentos, ela não pode afirmar quais são os supostos crimes que o técnico pode ter cometido contra elas.

Relembre o caso

André Wilson Testa, natural de São José, foi preso na  última quinta-feira (4). Atletas e ex-atletas denunciaram abusos que teriam sido cometido pelo técnico, quando ainda eram menores de idade.

“Ele fazia você ter confiança nele, dizia que não iria acontecer nada, que estava tudo bem e você ia gostar daquilo. Ele tentava te tranquilizar para mostrar que aquilo ali não era errado”, contou João Victor Querino Morais, uma das vítimas – que detalhou à ND os abusos sofridos.

O técnico foi indiciado por estupro de vulnerável, importunação sexual, além de violar dois artigos do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) o artigo 232, que diz respeito a humilhar e constranger adolescente; além do artigo 243 que é fornecer bebida alcoólica a menor de idade.

Ainda segundo repassado pela delegada Marcela Goto, ele estaria coagindo testemunhas no curso do processo.

André é conhecido na comunidade e no meio esportivo da Grande Florianópolis e todo o Estado.  A defesa do técnico acredita que a prisão preventiva é inoportuna, desnecessária e ilegal.

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