Armas utilizadas por detentos para manter agente refém em presídio de Itajaí eram improvisadas

Armas foram produzidas artesanalmente com peças de materiais da própria cela; agente refém em presídio foi liberto após oito horas de negociações

Amanda Sperotto Blumenau

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Durante o motim desta sexta-feira (14) na Penitenciária de Canhanduba, em Itajaí, os detentos teriam utilizado armas improvisadas para manter o agente de controle refém. O fato foi isolado, cerca de cinco detentos da cela 10, na galeria C do presídio, participaram da rebelião.

Forças de segurança negociaram a liberação do agente refém em presídio de Itajaí – Foto: Reprodução/Cidade Alerta SC/NDForças de segurança negociaram a liberação do agente refém em presídio de Itajaí – Foto: Reprodução/Cidade Alerta SC/ND

De acordo com o capitão Bruno Alves, do Bope (Batalhão de Operações Especiais), as armas foram fabricadas com materiais simples e acessíveis dentro da unidade. Isso demonstra a habilidade dos presos em adaptar objetos do cotidiano para fins violentos.

“Eles estavam utilizando armas improvisadas, fabricadas artesanalmente. Pegam materiais como partes de ventilador e deixam afiadas”, afirmou.

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Agente refém em presídio de Itajaí foi liberto após oito horas

Após oito horas mantido como refém no Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí, conhecido como Canhanduba, o agente foi liberto por volta das 21h desta sexta-feira (14).

Segundo informações da Sejuri (Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social) e do Bope, ninguém ficou ferido na ação e, tanto o agente sequestrado quanto os detentos, estão ilesos.

agente refém em presídio Agente penitenciário foi liberto após oito horas como refém em presídio de Itajaí – Foto: Sejuri/Divulgação/ND

Alegações dos detentos serão avaliadas

De acordo com a secretária de Estado de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, os detentos reivindicaram situações envolvendo alimentação, saúde e falta de água no complexo penitenciário.

“Foi um oportunismo que eles tiveram. E a partir disso acabaram reivindicando questões como falta d’água, alimentação, saúde, enfim… fatos que sempre são reivindicados pelos presos”, declarou a secretária de Estado de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva.

Coletiva de imprensa deu detalhes sobre motim no presídio de Itajaí – Foto: SAP/Divulgaçao/NDColetiva de imprensa deu detalhes sobre motim no presídio de Itajaí – Foto: SAP/Divulgaçao/ND

Ainda de acordo com a secretária, as alegações dos detentos foram ouvidas e serão avaliadas.

“Com certeza, a secretaria vai avaliar o que foi alegado pelos internos, vamos abrir um procedimento para que seja investigado como que aconteceu toda essa situação”, concluiu.

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